VINHOS ESQUISITOS – ENCONTRO 19-11-2009
Responsáveis pela apresentação: Emerson Hass e Carlos Klemm
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
Mozaik Tolnai Red Cuvée 2004 Corte Assemblage – Hungria
Assemblage de Kékfrankos (uva autóctone da Hungria), Pinot Noir, Merlot e Cabernet Franc, ele veio protegido por lacre de papel e rolha sintética. Sua coloração era pálida, translúcida, tendendo ao castanho e sem separação entre o olho e a borda. Podia-se ler um papel através dele. Seus aromas eram muito agradáveis e suaves, com imediato reconhecimento de canela, cravo e outros condimentos adocicados, como pimenta-da-jamaica. Era agradável ao paladar, com boa acidez, mas nenhum tanino e permanência curtíssima. Lembrava um rosé bem encorpado.
Custou R$ 29,00 na Expand e vai classificado como Bom.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça aglomerada microesfera 1+1. Relativamente curta. Sem defeitos visuais e/ou aromáticos.
- Características visuais: linda coloração vermelha rubi de fraca intensidade. No entanto, muito bem estruturado. Parece um rose mais intenso ou um bom Borgonha no visual. Lágrimas finas e delicadas. Límpido e muito brilhante.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso e delicado com nítidas notas de evolução no primeiro plano, frutas secas, ameixas passas, açúcar mascavo, couro, frutas vermelhas maduras ou cozidas (ameixas e cerejas em caldas).
- Características gustativas / táteis: boca levíssima. Taninos finíssimos, delicados e sedosos. Deliciosa e refrescante acidez com discretíssima percepção dos açúcares residuais (essencialmente seco). Os aromas de boca lembram muito “bala mocinho” e frutas vermelhas frescas como framboesas e groselhas. Final de boca levíssimo e persistente. Algo salobro.
2º Vinho Degustado
TUZKO BÁTAAPÁTI KÉKFRANKOS 2005
Origem: Hungria
Produtor: Marquês Antinori
Proposta: vinho tinto raro produzido 100% com uvas Kékfrankos, variedade autóctone das regiões vitículas autrohúngaras (na Áustria se chama Blaufränkich). De cor rubi intensa, apresenta belo leque aromático em que se destacam as notas de cerejas e groselhas sobre toques de especiarias doces provenientes do amadurecimento em barricas de carvalho. Na boca é denso, estruturado, com gostoso frescor e taninos de ótima qualidade.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça aglomerada microesfera 1+1 de boa qualidade, mas relativamente curta se comparada a outras da mesma categoria. Sem defeitos aromáticos ou sinais de extravasamentos.
- Características visuais: vermelho rubi de fraca intensidade, mas muito límpido, brilhante, delicada e vivaz que lembra um borgonha. Apesar da fraca intensidade de cor mostrou visual relativamente denso e de boa estrutura glicérica. Muito bonito no visual.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado a intenso, onde doces notas frutadas (frutas vermelhas maduras ou em caldas) marcam presença no primeiro plano. Aparecem notas de cerejas (fruta e em caldas), ameixas (frutas e em compotas), framboesas e morangos. Nuances carameladas e de açúcar queimado e bala mocinho, aparecem no 2º plano e agregam doçura às notas frutadas. Retrolfato moderado com notas um pouco mais aveludadas, onde aparecem ameixas secas, especiarias doces (anis) e morangos verdes.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou corpo médio, com taninos finos / médios algo porosos, ainda bem presentes. Boa / média acidez que agrega um agradável caráter refrescante. Final de boca leve e persistente. Retrolfato com as mesmas características percebidas no retrolfato com maior percepção das frutas silvestres “verdes” tipo morangos, talvez pela maior percepção da acidez que se prolonga para a parte posterior da língua. Pouca e equilibrada presença dos açúcares residuais.
3º Vinho Degustado
Nico Lazaridi Syrah 2006
Origem: Grécia
A paixão dos gregos pela viticultura remonta a tempos ancestrais e, na Antiguidade, deu origem a vinhos excelentes. Nas décadas de 60 e 80, essa paixão foi renovada por meio de uma nova geração de enólogos e de técnicas apuradas. Um dos responsáveis pelo renascimento da viticultura regional é o Château Nico Lazaridi, apontado como modelo pela qualidade de seus vinhos e pelos modernos métodos produtivos. Com vinhedos em Drama e Kavala, na região da Macedônia, na Grécia, a casa é beneficiada pelo clima continental europeu aliado ao ambiente mediterrâneo, combinação que resulta em terroirs propícios ao cultivo de castas francesas, como Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, e de brancas clássicas como Chardonnay e Sauvignon Blanc. Além do investimento em vinhos, o produtor também apóia artistas gregos e de outros países, e escolhe suas obras para adornarem os rótulos de seus vinhos”.
Nico Lazaridi Syrah 2006 – R$ 58,00 “Imagine uma fascinante profusão aromática de ameixa seca, violeta, figo, baunilha e frutas caramelizadas, seguida de taninos macios, bom corpo e ótima estrutura. Assim é o saboroso Nico Lazaridi Syrah, resultado de muito apuro e de seis meses de amadurecimento em carvalho francês. Boa companhia para carnes vermelhas e queijos curados”.
- Análise sensorial
- Características da rolha: rolha de cortiça normal. Longa e de boa qualidade (poucos orifícios e nenhuma canaleta lateral). No entanto, pareceu algo ressequida chegando a se partir durante a extração. Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: coloração vermelha rubi de intensidade moderada. Muito límpida e brilhante. Visualmente mais encorpado que os dois primeiros vinhos degustados (Tuzko Bátaapáti Kékfrankos 2005 e o Mozaik Tolnai Red Cuvée 2004).
- Características Olfativas: nariz de ataque intenso, fino e elegante com nítidas notas minerais no primeiro plano (pedra de isqueiro) e discreto fundo frutado (pitangas) que evoluem de forma melhor conforme o vinho vai sendo aerado na própria taça.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou-se mais estruturado que os dois primeiro vinhos (o que obviamente confirma a ordem correta em que os três primeiros exemplares foram colocados). Taninos finos, delicados (algo sedosos). Acidez deliciosa e de agradável frescor. Discreta percepção dos açúcares (como quase todos os vinhos desta noite), mas maior que os dois primeiros vinho que se mostraram essencialmente secos. Na boca os aromas revelaram nuances de frutas secas ou passificadas. Final macio e de persistência moderada. Discreto e elegante amargor final.
4º Vinho Degustado
The Legend of Transylvania 2007 – Cabernet Sauvignon – Romênia
- Características visuais: coloração vermelha rubi com nuances que tendem para o grená. Intensidade mediana de cor. Visualmente mais encorpado que o terceiro vinho. Denso, encorpado, límpido e brilhante.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado que demorou um pouco para abrir (necessita de decantação). No início notas minerais aparecem no primeiro plano lembrando aromas de terra molhada e poeira. Na seqüência notas herbáceas / vegetais e frutas vermelhas (pitangas maduras e ameixas) aparecem seguidas de nuances metálicas. Com a aeração as frutas vermelhas maduras e toda sua doçura ganham maior valor lembrando ameixas negras, amoras, cerejas, geléia de amoras e notas confitadas. Deliciosa, encantadora e bem colocada doçura dos aromas aparecem com a aeração.
- Características gustativas / táteis: boca muito agradável com maior percepção dos açúcares residuais. Taninos finos / médios, aveludados e deliciosos, ainda marcam muito boa presença deixando a boca bem enxuta . Boa acidez que deixa bom espaço para a percepção dos açúcares residuais. Final de boca macio, leve e de persistência moderada a intensa.
5º Vinho Degustado
Beringer Knights Valley 2004 – Alluvium Red – USA
winemaker’s notes:
Situado a 17 quilômetros a noroeste da vinícola, esta vinha vulcânica de solos bem drenados, que são perfeitamente adaptadas a Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Semillon, Merlot e Cabernet Franc. Os Cavaleiros do Vale designação que foi usada pela primeira vez em uma etiqueta Beringer em 1974. Em 1983, essa área ganhou reconhecimento oficial como um vinho premier. Hoje a enóloga Laurie Hook usa essas uvas maravilhosas de artesanato nosso famoso Beringer Knights Valley Cabernet Sauvignon, Aluvião Blanc e Aluvião Vermelho.
Como se tornou tradição, Laurie mantém todos os lotes separados durante a vinificação e envelhecimento de modo que as diferenças sutis de cada lote individual da vinha sejam exibidas. Prova os lotes com freqüência, acompanha de perto as fermentações e garante um vinho rico, de cor granada e taninos sedosos. Os vinhos foram então envelhecidos em pequenas barricas de carvalho francês (53% novo) durante 14 meses para amaciar os taninos e adicionar camadas de carvalho tostado, cedro, baunilha e especiarias doces. Laurie monitora cuidadosa e, em seguida, mistura de cada um desses lotes e os resultados é um vinho de castas de costura e absolutamente única. O lote final é de 79% Merlot, 18% Cabernet Sauvignon, e pequenas porções de Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot.
“Combinar o Aluvião é tão gratificante, pois é desafiador, com o compromisso de criar uma expressão das melhores variedades bordô com cada safra. Aluvião O nome do proprietário é uma homenagem aos solos aluviais do Vale dos Cavaleiros, uma vinha que tem um rico Beringer com história, e que sempre me recompensa com fruta maravilhosa para trabalhar. Aluvião de 2006 é maduro com aromas de cassis e cedro, além de dicas de cardamomo e cacau. Flavors of sol amadureceu cerejas, fava de baunilha e um lábio-smacking blackberry acabamento fazem deste vinho um instante fascinante.” – Laurie Hook, Beringer Vineyards Winemaker.
- Análise sensorial
- Características da rolha: linda rolha de cortiça norma. Perfeita. Bem lisa e sem qualquer defeito visual aparente. Longa. Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: coloração vermelha rubi de intensidade moderada. Apesar de não ser um vinho tão fechado na cor, mostrou-se o mais intenso dos quatro primeiros vinhos degustados nesta noite. Na análise geral do visual apresenta muito boa estrutura e relativa densidade.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, onde a proposta da enóloga aparece no primeiro plano com marcantes notas de especiarias e toques provenientes da madeira que lembram com nitidez cravos, pimenta preta moída, noz moscada, cardomomo e cedro. Notas florais aparecem no segundo plano bem integradas à nuances frutadas (frutas vermelhas frescas). Com a aeração os aromas ganham maior equilíbrio, mas as notas madeiradas ainda prevalecem no buque (juntamente com as nuances florais).
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou potencia e elegância com taninos finos, intensos, ainda bastante presentes. A acidez tende para o equilíbrio e sustenta na altura os açúcares residuais. Final de boca macio, persistente com discreto (porém elegante) amargor final. Discreta sensação aquecida / apimentada / alcoólica fica no final.
6º Vinho Degustado
Tenuta Col Sandago Martino Zanetti IGT 2003
Casta: Wildbacher
Origem: Itália
- Análise sensorial
- Características da rolha: rolha de cortiça normal, longa, linda (perfeita) de muito boa qualidade, mas com evidentes sinais de extravasamentos (que felizmente não repercutiram de forma negativa na qualidade do vinho). Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: coloração vermelha rubi com nuances que tendem para o grená. Intensidade mediana de cor. Visualmente, denso, encorpado, límpido e brilhante. Muito semelhante ao quinto vinho no visual.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso com deliciosa carga frutal no primeiro plano (frutas vermelhas frescas) lembrando cerejas, morangos e cassis. Agradável e bem colocada madeira que apareceu lembrando notas de especiarias doces. Discretos aromas florais também marcaram presença no conjunto aromático. Lembrou muito o Barolo que degustamos na Confraria de Vinhos Italianos (MARZIANO ABBONA – BAROLO TERLO RAVERA 2003, Piemonte – Itália). Com a aeração ganhou maior equilíbrio entre fruta e madeira.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou muito bom corpo. Potente, com taninos ainda muito vivos e que necessitam de pelo menos mais uns dois anos de garrafa para amaciar. Acidez intensa e de muito frescor (que combinou bem com a leveza do buque). Essencialmente seco (a acidez deixa pouco espaço para os açúcares residuais aparecerem). Final de boca algo aquecido / apimentado. Elegante amargor final. Persistente.
7º Vinho Degustado
Massandra Kagor 2005
Casta: Saperavi
Origem: Região da Criméia (Mar Negro) – Ucrânia
- Análise sensorial
- Características da rolha: rolha de cortiça aglomerada microesfera 1+1. Relativamente curta (principalmente se comparada às rolhas dos demais vinhos degustados nesta noite), mas sem defeitos visuais aparentes ou defeitos aromáticos.
- Características visuais: vermelho violáceo, muito fechado. Intenso (mas não retinto), quase negro na cor. Visualmente muito denso (mas não chega a ter a estrutura de um vinho fortificado) e muito bem estruturado.
- Características olfativas: nariz delicioso e de agradável complexidade, onde aparecem notas de frutas secas, passas, frutas cozidas, geléia de uvas, geléia de mirtilo, geléia de amoras negras e melado. Com a aeração notas de azeitonas pretas integram o buque.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou um padrão de agradabilidade tão superior quanto o nariz. Simplesmente delicioso. Paladar igualmente focado nas frutas vermelhas muito maduras ou então em nuances que remetem a geléia de frutas negras. Excelente equilíbrio entre acidez e doçura. O álcool pega um pouquinho no final de boca, mas não chega a atrapalhas o equilíbrio do conjunto. Taninos médios sedosos ou aveludados muito agradáveis. Final macio, denso (quase dá para mastigá-lo).
VINHOS GAÚCHOS – ENCONTRO 01-10-2009
Responsáveis pela apresentação: Marcelo Magalhães e Rodrigo Ardenghi
VINHOS DA NOITE
Casa Valduga Chardonnay Gran Reserva 2008
Nota: 89
Produtor: Casa Valduga
Região: Rio Grande do Sul
País: Brasil
Tipo: Branco
Assemblage: Chardonnay
Safra: 2008
Evolução: Beber ou Guardar
Preço: R$ 55,00
Sem dúvida entre os melhores brancos do País. Suas uvas são procedentes do Vale dos Vinhedos, com produção baixa para padrões nacionais. Segundo a enóloga, varia entre 5 e 7 toneladas por hectare. Foi fermentado em barricas de carvalho francês de boa qualidade, com tosta média. Excelente concentração no exame visual. Vinho elegante no nariz, pois a madeira está presente, mas não em excessos. A fruta tropical é imensamente presente. Abacaxi delicioso e perfumado predomina. Boca firme com boa riqueza e um final limpo, fresco e gostoso. Mais sutil e delicado que muitos bons Chardonnays de nosso continente. Um excelente vinho do país. Consumo 2009/2010.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de boa qualidade. Longa, com poucos orifícios laterais e nenhuma canaleta. Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: coloração amarela palha de intensidade mediana que tende para o dourado claro no olho, mas que ainda preserva alguns reflexos esverdeados nos bordos. Visualmente denso e bem estruturado. Límpido, brilhante. Visualmente muito bonito e de expressiva vivacidade.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso e muito agradável. Doces aromas de frutas tropicais (abacaxis maduros) aparecem no primeiro plano, permeados por deliciosas notas de baunilha e nuances amanteigadas. Com a aeração as notas frutadas ganham maior valor e evoluem para nuances que lembram lichias, maçãs maduras, melão gaúcho e frutas cristalizadas. Retrolfato de intensidade moderada e igualmente frutado. A madeira (de excelente qualidade) marca muito boa presença e agrega certa doçura aos aromas frutais.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou-se denso e bem estruturado deixando uma agradável sensação aveludada/untuosa no palato. Boa / média acidez, relativamente fresco apesar de toda estrutura. No entanto os açúcares residuais apareceram bastante dando um caráter quase demi-sec e um paladar ligeiramente adocicado. Retrogosto focado nas frutas tropicais. Final de boca macio e persistente.
Na confraria (encontro do dia 01-10-2009 – VINHOS GAÚCHOS) tivemos a oportunidade de degustar o exemplar da safra 2009 que merece destaque na avaliação abaixo relacionada:
- Análise sensorial
- Características da rolha: desta vez não foi avaliada.
- Características visuais: coloração amarela palha de intensidade mediana que tende de forma muito discreta para o dourado claro no olho, mas que ainda preserva alguns reflexos esverdeados nos bordos. Visualmente denso e bem estruturado. Límpido, brilhante. Visualmente muito bonito e de expressiva vivacidade.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso e muito agradável e de um frescor que o 2008 não demonstrou. Doces aromas de frutas tropicais – especialmente abacaxis maduros ou em caldas – aparecem no primeiro plano seguidos de aromas de pêssegos, peras maduras, damascos e butiá. A madeira aparece de forma deliciosa lembrando notas de amanteigadas e de baunilha. Com a aeração abriu notas de café e caramelo (bala toffler) e ressaltou ainda mais as nuances compotadas das frutas tropicais.
- Características gustativas / táteis: na boca, além da densidade / untuosidade / cremosidade já percebidas na safra 2008, este demonstrou um frescor muito agradável que àquele exemplar não possuía. Acidez mediana que deixa na boca discreta sensação de efervescência. Boa e equilibrada percepção dos açúcares residuais. Final de boca muito macio, muito persistente e com discreto (porém elegante) amargor final. Paladar focado nas frutas tropicias.
RAR Cabernet Sauvignon / Merlot 2005
- Análise sensorial:
- Características da rolha: não foi avaliada nesta ocasião.
- Características visuais: coloração vermelha grená (no olho) com discreto alo de evolução nos bordos que tendem para o telha escuro. Muito semelhante ao Lídio Carraro Quorum (primeiro vinho degustado). Coloração intensa, retinta. Visualmente bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado a intenso com aromas mais evoluídos que lembram ameixas pretas e uvas passas, couro e tabaco. Frutas vermelhas também marcam presença, mas em menor intensidade.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou leveza e acidez mediana que tende para o equilíbrio. Taninos finos, algo aveludados. Paladar focado nas frutas secas e nuances mais evoluídas como no olfato. Final de boca leve, macio com discreto e elegante amargor final.
Salton Talento – 2005
Nota: 87
Produtor: Vinícola Salton
Região: Bento Gonçalves
País: Brasil
Tipo: Tinto
Evolução: Beber ou Guardar
Preço: R$ 66,00
O corte elegante e bem equilibrado de Cabernet, Merlot e Tannat se transformou pelas mãos dos enólogos Lucindo Copat e Angel Mendoza no primeiro ícone da Salton – consolidando sua renovação e a escolha por investir em vinhos finos de alta qualidade. O vinho passou um ano em barricas francesas abrigadas na cave subterrânea de Tuiuty e mais um ano engarrafado antes de ir para o mercado. Sua cor revela um rubi com evolução para o granada. A sedução começa nos aromas que mesclam frutas, como mirtilo, framboesas e um pouco de cassis adocicado, sem esquecer a presença da madeira. Na boca, está corpulento, mas com elegância, mostrando-se saboroso, com taninos finos e acidez adequada. É um vinho brasileiro de porte e que precisa ser conhecido.Tem 13% de álcool. SMR
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada nesta ocasião.
- Características visuais: bom aspecto geral. Coloração vermelha violácea intensa. Retinta (com pigmentos que aderem nas paredes da taça). Quase negro na cor. Visualmente denso e bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado a intenso, delicado, onde notas de frutas vermelhas como amoras negras misturam-se a notas florais e nuances mentoladas. Com a aeração as notas frutadas ganharam maior intensidade e doçura. A madeira – muito bem integrada ao conjunto – quase nem aparece no olfato.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou leveza e elegância com acidez que tende para o equilíbrio e taninos finos / sedosos muito agradáveis no palato. Final de boca leve e persistente. Discretíssimo (porém elegante) amargor final.
VILLA LOBOS CABERNET SAUVIGNON 2005
Terroir: Vale dos Vinhedos
Clone Varietal: Inra 337
Clone Porta-Enxerto: SO4 Inra 762
Sistema de Produção: Espaldeira Simples
Densidade/ha: 4.000 Plantas
Tipo de Poda: Cordão Esporonado
Carga de Gemas/ha: 33.000
Práticas Vitícolas: Desbrota, desponta, desfolha na região dos cachos, raleio de cachos para controle de produção.
Colheita: Manual e seletiva
Vinificação
- Colheita tardia – supermaturação das uvas – seleção final dos cachos;
- Desengace das uvas frescas;
- Maceração;
- Uso de leveduras selecionadas Saccaromyces Cerevisiae;
- Fermentação alcoólica com temperatura de 24º a 25ºC;
- Prensagem descontínua delicada;
- Fermentação malolática;
- Maturação por 12 meses em barricas de carvalho francês de primeiro ano;
- Engarrafamento;
- Maturação em cave por 12 meses.
Visão: Elegante e complexo, de cor vermelha rubi brilhante.
Olfato: De nariz delicado, se destacam aromas de frutas vermelhas maduras como cassis e um suave toque de especiarias provenientes da uva Cabernet Sauvignon, com notas suaves de baunilha, café e chocolate obtidos da maturação por 12 meses em barrica de carvalho francês.
Paladar: Em boca, de impacto e bom corpo e em equilíbrio com a acidez, se percebem taninos maduros que oferecem uma persistência gustativa longa e agradável.
Consumo: 16º – 20ºC
Harmonização: Massas com molhos picantes, queijos maduros, carnes de caça.
Laudo Analítico
- Álcool: 14ºGL
- Acidez Total: 6,4 g/l de Ácido Tartárico
- Acidez Volátil: 0,69 g/l de Ácido Acético
- Densidade: 0,994
- Extrato Seco: 33,4 g/l
- SO2 Total/Livre: 94,3 mg/l / 38,1 mg/l
- Açúcares totais em glicose: 2,7 g/l
- pH: 3,64
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada nesta ocasião.
- Características visuais: coloração vermelha violácea / púrpura. Intensa, retinta, quase negro na cor. Límpido, brilhante. Visualmente bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, elegante e de agradável frescor com notas mentoladas no segundo plano e frutas vermelhas frescas (ameixas e framboesas) no primeiro.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou a mesma leveza dos aromas. Acidez mediana de agradável frescor. Discreta percepção dos açúcares residuais (essencialmente seco). Taninos finos, sedosos, ainda bem presentes e que necessitam de mais algum tempo de guarda para equilibrarem melhor o conjunto de boca. Final de boca leve e persistente.
Lídio Carraro Quorum 2004
Produtor: Lídio Carraro
Origem: Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalve/RS
Descrição de Marcelo Copello na Revista Adega nº 7, ano 2 (2006), pag. 73: elaborado com uvas Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Tannat, da boa safra de 2004, sem passagem por madeira. Rubi escuro com reflexos violáceos. Logo que servido exalou aromas químicos, de conservantes, que se foram depois que o vinho respirou um pouco na taça, dando lugar a frutas frescas (amoras), florais (violetas), chocolate e couro. Paladar de médio corpo, com boa acidez que lhe dá elegância.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada nesta ocasião.
- Características visuais: coloração vermelha grená (no olho) com nuances que tendem para o telha escuro nos bordos demonstrando discretos sinais de evolução. Coloração intensa – bem fechada – límpida e brilhante.
- Características Olfativas: nariz de ataque fraco a moderado. Nuances químicas aparecem no início – mas sem muita especificidade – e cedem lugar a notas frutadas (algo evoluídas) que lembram ameixas, passas e couro sobre um fundo herbáceo. Com a aeração aromas de torrefação (apesar de não ter passado por estadiamento em madeira) apareceram lembrando café e suor.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou acidez que tende para o equilíbrio com os açúcares residuais. Taninos finos, sedosos. Final de boca leve, macio, persistente e de pronunciado amargor. Paladar focado nas nuances herbáceas.
Miolo Lote 43 Cabernet Sauvignon / Merlot 2005
Nota: 90
Produtor: Vinícola Miolo
Região: Bento Gonçalves
País: Brasil
Tipo: Tinto
Assemblage: Cabernet Sauvignon, Merlot
Evolução: Beber ou Guardar
Preço: R$ 64,00
Esta é a primeira vez que um vinho brasileiro atinge os 90 pontos em minhas avaliações. Se Robert Parker irá um dia concordar, não me importa saber. Tão elegante quanto a safra 1999, torcemos para que apresente o mesmo potencial de guarda. O atual tem bela cor rubi brilhante, com aromas muito vivos e concentrados, densos e amadeirados, sem serem enjoados ou óbvios. Excelente frutado na boca (cerejas, ameixas secas), macio, mas com personalidade perceptível. É sóbrio e encorpado, feito no estilo dos grandes vinhos, combinando apenas a Cabernet Sauvignon e a Merlot do vale. Seus taninos estão vivos e bem evoluídos, e o final de boca, algo alcoólico, lembra uma refinada eau de vie de ameixas. Para beber e guardar esta safra histórica e surpreendente. Tem 14% de álcool. SMR
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada nesta ocasião.
- Características visuais: coloração vermelha rubi de intensidade mediana com discretas nuances de evolução nos bordos que tendem para o telha.
- Características olfativas: nariz de aromas intensos de frutas vermelhas maduras como ameixas, amoras, cerejas.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou taninos finos e sedosos. Acidez mediana de bom frescor e que agrega relativa leveza à bebida. Bom equilíbrio entre acidez / açúcares residuais. Final de boca leve, persistente e de paladar frutado.
MEU VINHO - ENCONTRO 27-08-2009
Neste encontro cada Confrade trouxe o seu vinho (de sua preferência). Os rótulos foram ordenados no momento do encontro (pois nenhum participante sabia previamente o que seria apresentado) e os vinhos degustados às claras.
1º Vinho Degustado (Luciano Ourique)
ST. LAURENT TROCKEN Q.b.a. 2005
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal, relativamente longa com várias canaletas e orifícios laterais. Sem sinais de extravasamentos, mas bem impregnada de vinho (cerca de 1/3 de seu tamanho). Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: coloração vermelha muito semelhante a primeira garrafa degustada. Ainda mantém a tonalidade púrpura no olho, mas nos bordos a coloração tende mais para um rubi do que para o violáceo. Límpido, brilhante e de expressiva vivacidade.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, muito agradável, com prevalência dos aromas frutados no primeiro plano (frutas vermelhas que lembram cerejas, framboesas, geléia de amoras negras). Com a aeração ganha complexidade e aparecem notas minerais (salicilatos) e nuances químicas (borracha ou petróleo).
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou médio corpo, com taninos macios, aveludados, ainda bem presentes. A acidez apareceu de forma vibrante conferindo leveza e frescor ao conjunto. Final de boca leve, macio e de persistência moderada / longa.
Escorihuela Gascón Cabernet Sauvignon 2004 (Alexandre Hoppe)
Produtor: Bodega Escorihuela Gascón
Origem: Belgrano / Mendoza – Argentina
Nota do produtor:
Crianza: 100% carvalho francês
Tempo de carvalho: 10 meses
Notas de degustação: vermelho rubi profundo. Complexos aromas com pronunciadas notas de cassis, frutas vermelhas maduras e toques de baunilha e café conferidas pela madeira. Intenso e de suave textura tânica.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de muito boa qualidade. Longa. Perfeita. Sem defeitos visuais e/ou aromáticos.
- Características visuais: coloração vermelha grená. Intensa. Límpido, brilhante. Visualmente denso, encorpado e bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, mas de expressiva delicadeza e elegância para um vinho argentino. No primeiro plano aparecem muitas frutas secas (passificadas) como ameixas e uvas e nítidas nuances de tabaco. Na seqüência aparecem notas de frutas vermelhas compotadas ou em geléia como: amoras negras e morangos. Com a aeração (na própria taça) os aromas ganham doçura e ressaltam as nuances de geléia de frutas vermelhas.
- Características gustativas / táteis: paladar muito equilibrado na relação açúcar residual acidez. Taninos médios, doces e aveludados ainda bem presentes (mas não adstringentes) final de boca muito macio e muito persistente. Discreto – mas elegante – amargor final com um fundo herbáceo.
3º Vinho Degustado
Fabre Montmayou Gran Reserva – Malbec 2005 (Francisco Sandor Hoppe)
Produtor: Fabre Montmayou Wines
Região: Argentina
Sub-Região: Mendonza – Luján de Cuyo
Enólogo: Rui Reguinga (Consultor), Matias Ricitelli
Castas: Malbec (100%)
Vinha /Tipo de Solo: Condução em cordão bilateral. Vinhas velhas com cerca de 60 anos. Solos de aluvião com detritos pedregosos.
Vinificação: Vindima manual. Selecção de cachos e bagos. Fermentação em cubas inox com temperatura controlada a 28ºC. Maceração prolongada de 4 semanas.
Envelhecimento: Estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Francês Allier.
Análises
- 14,9 Teor alcoólico (%)
- 5,7 Acidez Total (g/L)
- 3,61 pH
- 0,58 Acidez volátil (g/L)
Longevidade Prevista: 10 a 12 anos.
Produção Total: 2000 garrafas (Importado)
Notas de Prova: Cor rubi escuro. Aroma de grande complexidade e intensidade; notas de fruto preto, chocolate negro; especiarias da barrica. Paladar estruturado, taninos maduros, final longo e persistente.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais: coloração violácea, intensa, quase negro na cor. Retinto (com os pigmentos aderindo bem nas paredes da taça). Límpido, prilhante. Visulamente denso e bem encorpado.
- Características olfativas: muito gosto no nariz. Deliciosa fruta muito madura (em caldas ou em compotas), ameixas e amoras negras, geléia de uvas, geléia de mirtilo, cerejas em caldas. A madeira marca boa presença com notas de torrefação – que evoluem para café, caramelo e chocolate amargo com a aeração – e deliciosa baunilha que agrega relativa doçura aos aromas frutados.
- Características gustativas / táteis: boca densa com taninos mpedios, macios, doces e aveludados. Acidez que tende para o equilíbrio, mas deixa espaço para boa percepção dos açúcares residuais. Paladar focado nas frutas vermelhas maduras. Final de boca macio, discretamente picante / “aquecido” e persistente.
4º Vinho Degustado
Adega Luis Pato
A Adega Luis Pato resulta da associação de duas famílias tradicionais da Bairrada, a família Pato e a família Melo Campos. Na Quinta do Ribeirinho, os documentos indicam a produção de vinho desde o século XVIII. A sua atividade de engarrafamento de vinhos iniciou-se nos anos 70 do séc. XX. Com a demarcação da Região da Bairrada, o caráter distinto dos vinhos levou a que se enveredasse pelo engarrafamento dos vinhos de produção própria. Na década de 80, os prémios em concursos locais deram ânimo para prosseguir a senda de inovação que implementámos desde a nascença da região como marca. Os grandes saltos se deram em 1984 com o inicio do trabalho a tempo inteiro, tanto na promoção como na vinificação, em 1988 com a introdução do conceito de Vinhas Velhas, em 1995 com o início de Vinhos de Vinha – mostrando a distinção de caráter dos vinhos provenientes de vinhedos diferentes, a introdução da Touriga Nacional como casta melhoradora e a primeira produção de um vinho de videiras não enxertadas, em 1998 com a introdução de um vinho branco de VINHA apoiado na excelência qualitativa da casta BICAL e em 2001 com a obtenção da melhor colheita da nossa história de produtores.
Beiras Luis Pato Vinhas Velhas
Criado com uvas da casta Baga plantada em solo argilo-calcário, em vinhedos com uma idade média de quarenta anos. Vinificado em cubas de inox durante dez dias, foi amadurecido em pipas usadas (de 650 litros) durante quinze meses. A variedade BAGA também é chamada de tinta bairrada ou poeirinha, Alvarinho Tinto, Baga de Louro, Dozal, Pedral, Penamacor, Rufeta, Rufete, Tinta Carvalha y Tinta Pinheira. Sua principal zona de cultivo está na fronteira entre a Espanha (Salamanca) y Portugal. Esta casta, cujo nome “Baga” se traduz por “Baya” em castelhano, se desenvolve perfeitamente em solos de argilas negras da Bairrada (90% do vinhedo), em cujos vinhos participa de maneira notável. Com muito extrato, ácida e muito tânica proporciona vinhos de qualidade, aromáticos, frutados, harmoniosos e de cor rubi. No nariz recordam especiarias e frutas. Acompanha pratos com carnes de caça, bem como outros pratos de carnes vermelhas. Durará por mais de quinze anos.
Beiras Luis Pato Vinhas Velhas 2005 (Walter Emílio Dias)
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal, aparentemente de boa qualidade, mas relativamente curta se comparada a outras rolhas que vedam vinhos da mesma qualidade deste exemplar. Sem defeitos aromáticos ou sinais de extravasamentos.
- Características visuais: coloração vermelha grená no olho com nuances que tendem para o púrpura no alo. Coloração intensa, quase retinta. Visualmente bem estruturado. Límpido e brilhante.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, muito fino, equilibrado e elegante. As primeiras notas que se percebem são nuances florais que lembram violetas, gerânios e notas de sândalo. Deliciosas notas de frutas vermelhas do bosque vieram na seqüência, lembrando amoras negras e mirtilo. A madeira aparece relativamente bem integrada ao conjunto e abre notas de cedro e especiarias, mais no retrolfato.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou a mesma elegância percebida na via nasal, com taninos finos (algo sedosos), mas que ainda marcam boa presença no palato, deixando a boca bem enxuta. A acidez (mediana) já tende para o equilíbrio e sintoniza bem os açúcares residuais (essencialmente seco). Final de boca leve, sedoso e de boa persistência.
5º Vinho Degustado
Quinta Generacción 2005 (Homero Agra)
Uvas: Cabernet Sauvignon (35%), Carménère (25%), Shiraz (25%), Petit Verdot (15%),
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal. Aparentemente de muito boa qualidade, apesar da presença de alguns orifícios e canaletas laterais. Sem sinais de extravasamentos e sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: linda cor vermelha rubi com nuances que tendem para o púrpura. Intensa. Retinto (os pigmentos chegam a ficar aderidos nas paredes da taça). Visualmente denso, encorpado e bem estruturado. Límpido, brilhante e de expressiva vivacidade.
- Características olfativas: o nariz manteve a linha de seu irmão mais velho, ou seja, maravilhoso. Uma verdadeira explosão de frutas. Aparecem com nitidez notas de mirtilo, framboesas, groselhas, cerejas, cassis e morangos. No segundo plano marcam presença aromas de ervas frescas (manjericão ou manjerona). A madeira aparece muito bem colocada no conjunto aromático lembrando tostados, nozes, castanhas e discreta baunilha
- Características gustativas / táteis: na boca, assim como o safra 2004, mostrou elegância e equilíbrio com taninos finos e sedosos, acidez mediana de bom frescor muito bem equilibrada com os açúcares residuais. Final de boca muito macio e muito persistente.
6º Vinho Degustado
Penfolds Bin 389 Cabernet Shiraz Vintage 2001 (Marcelo Magalhães)
Avaliação feita por Luis Gastão Revista Adega:
Obs.: a safra que degustamos foi a 2001.
Nota: 90
Produtor: Penfolds
Região: South Austrália
País: Austrália
Safra: 2004
Assemblage: 53% Cabernet Sauvignon, 47% Shiraz
Evolução: Beber ou Guardar
Importador: Mistral
Preço: R$ 131,10
Um vinho produzido por uvas de diversas regiões de South Australia. Um dos vinhos mais disputados da Austrália quando o assunto é qualidade versus preço. Tem uma verdadeira Legião de fãs nos EUA. Um vinho com aromas marcantes de groselha negra e ameixa, com toques finais de pimenta do reino. Especial no palato, pois alia força (boa densidade) com taninos muito agradáveis. O Bin 389, além de tudo, tem muita vida pela frente. Vinho que tem a honra de grande parte de seu blend (78%) envelhecer em barricas de segundo uso, que no primeiro estagiaram o mítico Grange, o mais importante vinho da Austrália, produzido também pelo conglomerado Penfolds. Bom hoje e com mais dez anos de guarda.
- Análise sensorial
- Características da rolha: rolha de cortiça normal. Aparentemente de boa qualidade, com poucos orifícios laterais e nenhuma canaleta. Relativamente longa. Sem defeitos aromáticos. Muito pouco impregnada de vinho, principalmente se levarmos em consideração o tempo (aproximadamente 8 anos) que o líquido está em contato com ela.
- Características visuais: a coloração já mostra claros sinais de evolução com nuances amarronzadas no olho e atijoladas nos bordos. Um pouco turvo (mesmo tendo sido decantado previamente), fato este que requer cuidado no serviço, deixando o vinho em repouso na posição vertical por pelo menos uma hora antes da abertura. Intenso na cor. Visualmente denso e bem estruturado. O visual por si só anuncia que estamos diante de um grande vinho.
- Características olfativas: nariz intrigante. O mais diferente de todos os vinhos degustados nesta noite. Notas florais marcantes (violetas?), ervas frescas com destaque especial para notas mentoladas, nuances de bosque úmido (mofo) e uma fruta muito bem colocada (framboesas). A madeira nem aparece de tão bem integrada ao conjunto aromático. Também acredito que evidenciar as notas de madeira não era a proposta do produtor, uma vez que estagiou em barricas de segundo uso. Neste caso, ela só entrou para afinar o paladar.
- Características gustativas / táteis: boca de muita personalidade. Mesmo com 8 anos de garrafa ainda mostra muita potência nos taninos (finíssimos) que deixam uma agradável sensação sedosa no palato, apesar da discreta adstringência. Excelente acidez que deixa espaço milimétrico para a percepção dos açúcares residuais e agrega leveza e frescor ao conjunto de boca. Final de boca leve, discretamente picante e muito persistente.
MEU VINHO – ENCONTRO 15-07-2009
VINHOS DA NOITE
1º Vinhos Degustado
Tenuta delle Terre Nere Etna Rosso 2004 (Rodrigo Ardenghi)
Calderara Sottana
Produtor: Tenuta delle Terre Nere
País: Itália
Região: Sicília
Uva: Nerello Mascalese 100%
Vinhedos: Vinhedos localizados numa das altitudes mais elevadas do Velho Mundo, com 900m de altitude. Colheita manual e rendimento limitado.
Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura. Fermentação malolática completa.
- Maturação: Maturado 6 meses em tanques de aço e 6 meses em barricas de carvalho.
- Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
- Teor Alcoólico: 14% Vol.
- Corpo: Médio
- Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
- Combinações: Carnes de caça, aves, anchova grelhado.
Este surpreendente tinto é elaborado com a casta Nerello Mascalese, plantada em vinhedos de altitude elavadas, incluindo algumas vinhas anteriores à phylloxera. O solo das encostas do Etna deixam o vinho bastante particular, com notas que lembram um Borgonha para alguns críticos. Um vinho diferente e cheio de personalidade.
Robert Parker: 89 pontos (06)
Valor de mercado em julho 2009: R$ 89,04
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais: delicada coloração vermelha ocre no olho com bordos amarronzados que denotam nítida evolução. Intensidade mediana. Visualmente límpido e bem estruturado com formação de finas e delicadas lágrimas. Visual muito interessante. Diferente daquilo que estamos habituados a ver – até mesmo em vinhos desta idade.
- Características olfativas: seus aromas evoluíram muito (na própria taça) durante a prova – por isso acredito que uma leve decantação de 1 hora antes do consumo só lhe trará benefícios. No início os aromas mostraram-se delicados revelando agradáveis notas frutadas (cerejas – frutas – e amoras) e florais (gerânios?, Hortências?, Violetas?). A madeira apareceu muito bem colocada e se mostrou melhor com a aeração (notas defumadas, carameladas, amêndoas, nozes e café). No segundo plano revelou discreta mineralidade (notas terrosas) e resinosas (pinus).
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou taninos finos / médios, ainda bem presentes, algo adstringentes – pois deixam a boca bem enxuta – mas extremamente elegantes no palato. Acidez mediana, muito boa e de agradável frescor que confere certa leveza ao vinho, mas que deixa pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais (seco na sua essência). Final leve e persistente.
2º Vinho Degustado
Marques de Riscal Reseva 2003 (Emerson Hass)
Variedades: Tempranillo: 90% Graciano y Mazuelo: 10%
Graduação alcoólica: 14%
Denominação de Origem: Rioja
Valor de mercado (julho 2009): 28 dólares
Os vinhos reserva de Marqués de Riscal são elaborados basicamente a partir de uvas procedentes de vinhas com mais de 15 anos da variedade Tempranillo. Esta variedade suporta bem o envelhecimento em madeira, proporcionando vinhos de boa estrutura tânica, cor e acidez durante o estadiamento. Os reservas de Riscal permanecem aproximadamente dois anos em barris de carvalho americano, configurando um vinho que se enquadra dentro dos padrões de classificação riojanos.
Já havíamos degustado um Marques de Riscal Reserva (só que da safra 2000) em agosto de 2006. Naquela época as reuniões da confraria aconteciam na La Charbonnade, comandadas pelas mãos de nosso antigo anfitrião Sr. Fischer. Optei por relacionar (logo abaixo) a descrição do Marques de Riscal Reserva 2000 para que pudéssemos fazer uma comparação entre as duas safras, visto que a composição do blend e o processo de vinificação são os mesmos tanto para safra 2000 quanto para a safra 2003.
Marques de Riscal Reseva 2003
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de muito boa qualidade com poucos orifícios laterais e nenhuma canaleta. Relativamente longa e pouco impregnada de vinho (principalmente se levarmos em consideração o tempo que a bebida ficou em contato com sua superfície). Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: coloração vermelha rubi / grená no olho com bordos discretamente evoluídos e que tendem para o ocre. Intensidade de cor mediana (todavia mais intensa que o primeiro vinho degustado – Tenuta delle Terre Nere Etna Rosso 2004). Visualmente límpido e bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, muito fino e elegante, onde a madeira marca boa presença no primeiro – e não nos deixa esquecer que estamos frente a um legítimo Rioja – com notas defumadas / tostadas, couro e amêndoas. O segundo plano revela boa fruta vermelha (madura e em caldas) como framboesas, groselhas e ameixas. Com a aeração as notas defumadas e de couro ganham maior valor e as frutadas ganham maior doçura e definição. Cabe salientar que ficou aerando em decanter cerca de 30 minutos antes da prova o que significa que parte da evolução dos aromas ocorreu na própria taça. Portanto, decantá-lo por pelo menos uma hora antes do consumo só agrega benefícios.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou taninos finos de muito boa qualidade – ainda bem presentes, mas bem delicados. Acidez excelente que lhe dá um caráter discretamente oxidado na boca (provavelmente fruto de seus dois anos de barril) Assim como o primeiro vinho sua acidez deixou pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais. Final de boca leve, com discreto (porém elegante) amargor. Muito persistente.
3º Vinho Degustado
San Pedro de Yacochuya
A Família Etchart está no negócio de vinhos desde 1850 pelo lado materno. Os antecedentes, em Cafayate são da família de Flávio Lema Niño, da qual ainda se conservam os tonéis de argila onde era armazenado o vinho.
Arnaldo Benito Etchart comprou a vinícola La Floria na primeira metade do século 20 e foi seu filho Arnaldo quem desenvolveu a marca Etchart, com muito sucesso na Argentina e no exterior. Em 1996 esta vinícola foi vendida ao grupo Pernod Richard antes de Arnaldo colocasse no mercado os vinhos de seu novo projeto: San Pedro de Yacochuya.
Cronologia:
- 1988 – Arnaldo Etchart convoca Michel Rolland para que desenvolva os vinhos tintos da Etchart.
- 1990 – Arnaldo Etchart e Michel Rolland lançam um dos primeiros vinhos Premium da Argentina: Arnaldo B. Etchart Cosecha 1989.
- 1995 – começam a ser comercializadas as primeiras garrafas de San Pedro de Yacochuya (tinto e branco);
- 1998 – começam as obras da nova vinícola em Yacochuya, sendo que em fevereiro de 1999 é recebida a primeira vindima.
- 2001 – San Pedro de Yacochuya exporta seu primeiro vinho Premium (Yacochuya M. Rolland cosecha 1999).
A vinícola San Pedro de Yacochuya tem capacidade para produzir até 90 mil litros de vinho por ano e se encontra a mais de 2000 metros acima do nível do mar, sendo considerada uma das reginões vinícolas mais altas do mundo. A propriedade tem um total de 16 hectares distribuídos da seguinte forma: 9 hectares de Malbec, 4 hectares de Cabernet Sauvignon, 1 hectare de Tannat e 2 hectares de Torrontés.
San Pedro de Yacochuya Cafayate 2003 (Carlos Klemm)
Origem: Valles Calchaquies – Cafayate – Salta / Argentina;
Uvas: Malbec (predomina) e abernet Sauvignon (completa o corte);
Graduação alcoólica: 15,9%
Valor de mercado em julho 2009: cerca de R$ 80,00
Análise do produtor:
Visual: rubi com reflexos violáceos, muito límpido, muito transparente, brilho intenso, xaroposo.
Olfato: muito intenso e de boa qualidade. Agradável e amplo. Aromas de ameixas pretas em compotas. Toques de baunilha.
Paladar: muito intenso de qualidade muito boa. Ótima persistência. Na boca repete o nariz com persistência em ameixas pretas e amoras. Amargor sutil, álcool quente, acidez equilibrada. Robusto e equilibrado. Macio. Muito tânico. Potencial para evolução excelente.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais: colocação violácea, intensa. Quase negro. Retinto. Visualmente denso, encorpado e muito bem estruturado. Como o próprio produtor anuncia seu aspecto visual é quase um xarope de tão denso. Não muito brilhante, mas limpo e sem resíduos.
- Características olfativas: enquanto nos dois primeiros vinhos os aromas primavam pela fineza e elegância (coisas do Velho Mundo), neste é a rusticidade que impera. Ao contrário do que imaginávamos os quase 16% de álcool quase nem apareceram de tão bem integrados ao conjunto dos aromas que explodiam de forma moderada / intensa boa carga de frutas vermelhas maduras ou em compotas e geléias. Com a aeração notas mais oxidadas (acetato balsâmico) apareceram juntamente com aromas de castanhas, nozes e amêndoas. Também com a aeração as notas frutadas também ganharam maior doçura.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou muito bom corpo. Um vinhaço – quase dá para mastigá-lo. Taninos finos / médios ainda bem presentes. Acidez Medina que tende para o equilíbrio (muito diferente dos dois primeiros, onde a acidez mostrava certa refrescância e sensação de leveza) e deixa bom espaço para a percepção dos açúcares residuais. Final de boca macio, de pronunciado amargor e muito persistente.
4º Vinho Degustado (Sandro Laste)
House Of Morandé 2003
O chamado vinho ícone da empresa, o mais caro, feito com todo capricho. Um corte de Cabernet Sauvignon (67%), Cabernet Franc (17%); Carmenère (10%) e Carignan (6%). Longo estágio (18 meses) em barricas (metade das as quais novas) e mais 18 meses nas garrafas. Um tinto potente, bom, mas meio rústico. Taninos ainda agressivos. Deve melhorar com mais tempo na garrafa. (90/100 pontos).
Comentarios de Degustación
Los minerales del viñedo pintan sus vinos de sangre púrpura y le dan a sus mostos dulzor y fuerza. Sus aromas recuerdan violetas y rosas salvajes, lavanda y olorosas mentas, boldos y leña encendida, café negro, tabaco torcido y trufas de encino. Al tacto es juvenil y robusto.
Sus sabores son de flores y frutos de bosque, frescos, sedosos y con elegantes notas de confites, dulce recuerdo de cacao, caramelo y café tostado. De perfecto equilibrio, evocador y juicioso. Es un vino ideal para acompañar platos con carnes rojas, pato, ganso, piezas de caza, cerdo o jabalí. Platos en base a salsas de compleja elaboración.
Viñedos
Se encuentra ubicado en San Bernardo, en el corazón del Valle del Maipo, a sólo minutos de Santiago. Tiene una perfecta combinación de clima mediterráneo, templado cálido con un suelo de bajo material orgánico. De un perfil dominado por gravas y arena, que conforman un soporte ideal para un enraizar profundo, abundante y sano. El viñedo tiene un diseño de plantación de alta densidad orientado de Norte a Sur 22,5º W, regado mediante sistemas tecnificados en forma muy restringida.
Vinificación
El trabajo en el viñedo consiste en producir un número bajo de racimos por planta (1 kilo de uva o 1 botella de vino), con racimos pequeños y bayas de tamaño reducido. Todo esto se traduce en aromas y sabores concentrados. Se selecciona la uva en tres oportunidades para asegurar la pureza de sabores.
La vinificación es tradicional de estilo bordalés con maceraciones prolongadas de 3 a 5 semanas. Una vez terminado este proceso, el vino se pone en barricas para su fermentación maloláctica y posterior maduración por 18 meses. Se clarifica con clara de huevo, se decanta por dos meses y se envasa sin filtración. Por último, reposa en botellas a temperatura controlada hasta su entrega.
Análisis
Alcohol: 13,70%
pH: 3.7
Acidez Total: 3.63 g/lt.
Azúcar Residual: 1.43 g/lt.
- Análise sensorial
- Características da rolha: rolha de cortiça normal de excelente qualidade. Perfeita (sem qualquer canaleta ou orifícios laterais). Longa. Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: coloração muito semelhante ao San Pedro de Yacochuya Cafayate 2003 com tonalidades que transitam entre o violeta e o púrpura. Quase negro na cor. Retinto. Visualmente denso, encorpado e muito bem estruturado. Límpido, brilhante.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, muito agradável e equilibrado, onde madeira e fruta aparecem em perfeita harmonia. As notas frutadas marcam presença no primeiro plano lembrando frutas vermelhas maduras ou em compotas como cerejas, ameixas, amoras e geléia de mirtilo. Aromas de couro novo, tabaco, notas lácteas e nuances florais (sem muita especificidade) aparecem no segundo plano e com a aeração (na própria taça).
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou taninos finos, sedosos, delicados e muito agradáveis. Acidez muito equilibrada com os açúcares residuais (este e o Grand Callia foram os vinhos mais equilibrados da noite). Final macio, leve e muito persistente.
5º Vinho Degustado
Grand Callia 2004 (Daniel Boesio)
Grad. Alcoólica: 14,5%
Preço: R$ 132
Importadora: Decanter
Vale destacar, para quem não está familiarizado com o mapa vitivinícola argentino, que a Callia está na quente e seca província de San Juan (um pouco acima de Mendoza). E exatamente para se beneficiar de toda essa aridez, assim como acontece na Austrália, a Callia aposta suas fichas na Syrah. Tanto que a filosofia da empresa é fazer o melhor Syrah da Argentina. Para contribuir nessa empreitada, a Callia conta com o enólogo Oscar Biondolillo, um apaixonado por esta cepa de personalidade que conquistou o mundo pelas mãos dos australianos e que reina absoluta no norte do Vale do Rhône.
Está certo que o Grand Callia é um corte que leva quatro uvas (40% Syrah, 20% Malbec, 20% Merlot e 20% Tannat), contudo a Syrah dá um toque todo especial nesse vinho. As uvas são provenientes de vinhedos próprios que totalizam 241ha, localizados em diferentes regiões, sendo a Syrah proveniente do Valle de Tulum, a Malbec e a Merlot do Valle de Pedernal e a Tannat do Valle de Zonda.
O vinho estagiou por 18 meses em barricas novas de carvalho francês e americano, com produção limitada de 19.800 garrafas. Por sinal uma bela garrafa. Apresso-me porém em esclarecer: não julgues um vinho apenas pelo seu rótulo e tamanho da garrafa. Aqui, no caso, a imponente garrafa faz justiça a qualidade do vinho.
O Grand Callia 2004 exibiu uma cor púrpura com leve transparência, deixando a taça repleta de lágrimas untuosas e pouco tingidas. Ao nariz, o bouquet é intenso e ligeiramente condimentado, sem aquele toque doce exagerado comum em alguns Shiraz australianos e nas linhas mais básicas dessa bodega. O leque de perfumes contempla frutas negras maduras, algumas notas tostadas de coco e especiarias. Na boca é caloroso em álcool, mas ao mesmo tempo equilibrado por seus taninos aveludados e pela sua boa acidez. O fim-de-boca é muito persistente e frutado, embora não seja muito seco. Um vinho delicioso que pode aguentar bem mais alguns anos.
A bodega Callia acertou a mão ao fazer um vinho potente, porém mantendo uma certa classe, sem exagerar na maturação das uvas. Excelente companhania para um churrasco.
- Análise sensorial
- Características da rolha: rolha de cortiça normal de excelente qualidade. Sem defeitos visuais e/ou aromáticos. Muito longa. Feita realmente para vedar vinhos que se destinam a longa guarda.
- Características visuais: na cor mostrou-se muito semelhante ao House Of Morandé 2003, com tonalidades que ficam entre o violeta e o púrpura. Muito intenso. Visualmente denso, encorpado e muito bem estruturado. Límpido, brilhante.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, um pouco fechado no início e que requer pelo menos uma hora de decantação para mostrar seu verdadeiro valor aromático. Com a aeração abrem-se (de forma elegante e muito equilibrada) as doces e deliciosas notas frutadas da Syrah com nuances que lembram cerejas (frutas e em caldas) e amoras negras (geléia e frutas). A madeira aparece de forma muito sintonizada ancorando as notas frutadas com doces nuances de uma deliciosa baunilha.
- Características gustativas / táteis: boca deliciosa, onde a maciez da Merlot aprece com seus taninos finíssimos, doces e aveludados. Acidez equilibradíssima com excelente harmonia entre os açúcares residuais. Retrogosto focado nas frutas vermelhas compotadas. Final macio, delicado, aveludado e muitíssimo persistente.
Vinhos Argentinos harmonizados com típica parrilla – ENCONTRO 24-06-2009
Responsáveis pela Apresentação: Francisco Sandor Hoppe e Alexandre Hoppe
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
Catena Malbec 2006
Produtor: Catena Zapata
País: Argentina
Região: Mendoza
Um grande Malbec argentino, o Catena Malbec já se tornou um verdadeiro clássico, com uma elegância e um senso de proporção raramente encontrado em outros tintos de seu país. Já foi indicado como um dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” pela Wine Spectator- um feito surpreendente para um vinho deste preço! Trata-se de um tinto encantador, com concentração e intensidade, mas também charme e muito caráter. Segundo Jancis Robinson, ele “tem a estrutura de um Bordeaux, oferece mais do que o esperado, e é tão bom!”
- Wine Spectator: 91 pontos (06)
- Robert Parker: 91 pontos (06)
- Jancis Robinson: 17,5/20 pontos (06)
- Robert Parker: 91 pontos (05)
- Wine Spectator: (05) “Best Value” Argentino do Ano.
por: R$ 50,49
Vinhedos: Vinhedos de altitude elevada (Angelica, La Pirámide, Altamira). Rendimento controlado. Colheita manual.
Vinificação: Leveduras selecionadas. Controle de temperatura. Fermentação clássica de 12 dias. Maceração longa de 30 dias.
Maturação: O vinho amadurece em barricas de carvalho francês, sendo 20% novas e americano, sendo 30% novas. Não é clarificado ou filtrado.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 13,5% Vol.
Corpo: Encorpado
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Combinações: Carnes, grelhados e empanadas.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais:coloração vermelha rubi de intensidade mediana. Límpido, brilhante, mas visualmente pouco estruturado (principalmente se comparado aos quatro vinhos anteriormente degustados).
- Características olfativas: nariz de ataque moderado com notas herbáceas no primeiro plano (engaço, folhas verdes maceradas). Na seqüência aparecem (sem muita diversidade e/ou complexidade, mas com relativo frescor) notas de frutas vermelhas frescas (ameixas com maior prevalência). Retrolfato focado nas frutas vermelhas. A madeira aparece mais no paladar com nuances especiadas.
- Características gustativas / táteis: a boca aparece um tanto desequilibrada na relação açúcar / acidez. Seco na sua essência, onde a acidez deixa pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais. Taninos finos que marcam boa presença, mas que deixam certa aspereza no palato. Retrogosto focao nas nuances herbáceas. Final de boca leve, macio e com discreto amargor. Persistente final.
2º Vinho Degustado
Família Mayol
Our Family
Since the beginning of the 2oth century, our grandparents, Spanish immigrants, dedicated their lives to small scale cultivation of vineyards. We have decided to continue with that tradition, creating a family company to last for future generations.
The Mayol, Pedro and Liliana, both architects, who planned the winery building; Matías, the son, co-owner and producer, who is involved with the wine on a daily basis, from winemaking to sales; label design is created by Milagros, the oldest daughter, who is a graphic designer; Lucía, the younger daughter, who is in charge of office administration.
The Mayol project started in 1990, when our family purchased our first vineyard in Tupungato. Today, we own 3 properties (Montuiri, Sebastian, and Pircas) located in the main viticultural areas of Mendoza, where we grow different varieties, according to the micro-climate and altitude of the vineyard.
Familia Mayol’s winery is located in Valle de Uco. This area has seen the largest development in viticulture and new, state-of-the-art, wineries in South America for the last decade. Grape growing is part of our business as well. Developed though out two decades in some of the best areas in Argentina.
Tritono Malbec Old Vines 2004
In 2003, Joe Bastianich, California vintner Steve Clifton and Argentine winemaker Matias Mayol came together to create Tritono. Indeed, the house is aptly named: the three men bring to this Malbec their respective winemaking experiences and traditions, as well as a common love of food, wine and music. The result is the perfect harmony of fruit and spice, a symphony of flavors that makes the palate sing!
First Year Produced: 2004
Grape Varietals: 100% Malbec
VINEYARD
Half of the grapes used in making Tritono’s Malbec come from Montuiri Vineyard, in the historic Lujan de Cuyo region, the very first Malbec DOC in Argentina. Located in the province of Mendoza in Western Argentina, this region sits nestled in the foothills of the Andes Mountains. The other half of the grapes are harvested from the Pircas Vineyard in the Vista Flores region, and are redolent of the cherries grown in the surrounding areas.
AGE OF VINE: 50% of the grapes comprising the Tritono Malbec come from vines that rooted themselves in the soils of Lujan de Cuyo some 80 years ago. The other half grow on 8-year old vines from the Vista Flores region.
FERMENTATION AND AGING: 50% was fermented in 1-ton, open-top tonneaux, punched down by hand 3 times a day for 28 days. 50% tank fermented with gentle pump-overs for 32 days.
Tritono’s Malbec is aged for 16 months in 220 liter barrels made from 100% French Oak, 20% of which is new and 80% of which is neutral. The wine then spends 18 months softening in the bottle.
TASTING NOTES
Intense perfumed notes of lavender and violets mingle with earthy notes of morel mushrooms and forest floor. Deep flavors of plum, dried black cherries and currant provide a base for soft, lilting herbal spice seasonings. Softened by 18 months in bottle, this wine is drinking well now and should improve for 5 – 7 years.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais: coloração violácea. Intensa. Límpido, brilhante. Visualmente denso e bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado (menos intenso que o “Catenão” e mais intenso que o Luigi Bosca DOC), fino e agradável que revela no primeiro plano, doces notas de frutas vermelhas como ameixas. No segundo plano (e depois de um pouco de aeração) apareceram discretas notas minerais que lembravam poeira, pó de giz e terra molhada. No entanto, o mais interessante neste vinho é o frescor dos aromas com nuances mentoladas (folhas de eucalipto). Os 16% de álcool aparecem perfeitamente integrados ao conjunto aromático, assim como os 16 meses de madeira.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou boa presença com taninos finos, ainda bem presente que deixam a boca bem enxuta e pedem acompanhamento gastronômico (neste exemplar os taninos marcaram maior presença que nos dois primeiros vinhos degustados – o “Catenão” e o Luigi Bosca DOC). A acidez (mediana) aparece na medida e deixa uma agradável sensação de leveza que complementa as nuances mentoladas do olfato. Final de boca macio e muito persistente.
3º Vinho Degustado
Luigi Bosca Malbec D.O.C. 2006
A D.O.C. Luján de Cuyo foi criada em 1989, com o intuito de zelar e legislar sobre a variedade Malbec, que tem origem nessa região. Do mesmo modo que as Denominações mais exigentes do mundo, um vinho D.O.C. de Luján de Cuyo deve cumprir um estrito protocolo, que começa no vinhedo e finaliza quando o vinho elaborado recebe a aprovação do Conselho Regulador.
Vinhedo: La Linda, Vistalba, Luján de Cuyo, Mendoza.
Altitude: 960 metros acima do nível do mar.
Antiguidade: 80 anos.
Clima: Seco, com invernos muito frios, primaveras amenas e verões frescos. Grandes diferenças de temperatura entre o dia e a noite. Temperatura média estival de 22°C e invernal 6°C. Temperatura mínima no inverno de -6°C. Precipitações anuais de 197 mm.
Solo: De origem aluvial, calcários e argilosos, com abundância de limo. Pouco profundos, possuem subsolos de seixo rolado e rípio, com boa drenagem. Apresentam uma inclinação de 1,5% oeste-este e de 1% sul-norte. Essas características concedem-lhe fragrância e fineza. O particular declive e especial clima oferecem as condições ideais para o cultivo destas uvas, dotando os vinhos de melhores características e de extratos varietais mais intensos.
Envelheci mento: Permanece 14 meses em carvalho francês e um ano em garrafa.
Rendimento: 7000 kg/ha – 49 hlts/ha.
Potencial de Guarda: 8 anos.
Filtrado: Uma filtragem muito suave.
Análises Básicas: Álcool 14,40° pH 3,64 Acidez Total 4,70 g/l Açúcar Residual 2,25 g/l.
NOTAS DE DEGUSTAÇÃO: Apresenta uma profunda cor violácea e aromas de cerejas e ameixas maduras. Tem especiarias, com notas de moka e amoras-silvestres, além de uma refinada doçura. Mantém um delicado perfume e uma elegante estrutura.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais: coloração vermelha rubi com reflexos violáceos. De intensidade mediana, límpido, brilhante. Visualmente bem estruturado com formação de delicadas lágrimas.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado (um pouco fechado), fino, elegante com nítidas nuances frutadas (cerejas), mas sem muita complexidade aromática. O álcool aparece relativamente bem integrado ao conjunto e a madeira marca maior presença no retrolfato com notas de especiarias. Foi decantado previamente, mas a temperatura do ambiente pode ter influenciado na redução dos aromas.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou médio corpo. Taninos finos e sedosos. A acidez (mediana) sustenta bem a presença dos açúcares residuais e atribui certa refrescância ao conjunto. No retrogosto as frutas vermelhas maduras aparecem com maior definição, ancoradas por discretas notas especiadas (pimenta preta moída) e herbáceas (engaço). Final leve, macio e com discreto amargor. Persistente.
4º Vinho Degustado
Susana Balbo Malbec 2007
Variedad: 90 % Malbec; 10 % Cabernet Sauvignon.
Viñedos: Malbec: Alto Agrelo, Ugarteche y Vistalba, (Luján de Cuyo). Cabernet Sauvignon: Agrelo (Luján de Cuyo).
Fermentación: Inoculación inmediata, levadura seleccionada. Máxima temperatura 31°C. Tiempo de contacto con la piel 30 días. Conservación sobre lías (Maceración distintiva). Fermentación maloláctica completa.
Alcohol: 14,5 % vol
Acidez: 5,50 g/l
Raíces: Pie franco
Elevación del Viñedo (msnm): 960 (3.150 pies)
Método de Cosecha: Manual
Estadía en Barriles: 13 meses en 80 % roble francés nuevo y 20 % roble francés de segundo uso.
Guarda en Botella: Hasta 10 -15 años.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais: violáceo. Retinto (onde os pigmentos vermelhos aderem bem nas paredes da taça). Intenso (o mais intenso de cor dos quatro primeiros vinhos degustados – Luigi Bosca DOC, “Catenão”, Tritono). Límpido, brilhante.
- Características olfativas:nariz de ataque moderado a intenso, muito semelhante ao segundo vinho que degustamos (“catenão”). De forma muito equilibrada (e com agradável frescor) fruta e madeira dividem o mesmo espaço revelando nuances de cerejas em caldas, ameixas e amoras negras e discreta baunilha.
- Características gustativas / táteis: boca deliciosa, onde taninos médios sedosos pedem acompanhamento gastronômico e limpam bem o palato. Acidez mediana que equilibra bem a percepção dos açúcares residuais. Final macio e muito persistente.
5º Vinho Degustado
Catena Zapata Malbec Argentino 2004 “Catenão”
Produtor: Catena Zapata
País: Argentina
Região: Mendoza
Vinhedos: Vinhedos Adriana e Nicasia de altitude elevada. Colheita manual. Rendimentos muito limitados.
Vinificação: Vinificação tradicional com maceração longa e separada dos diferentes lotes. Fermentação malolática completa.
Maturação: O vinho maturou 18 meses em barrica de carvalho francês.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 14% Vol.
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Robert Parker: 98+ pontos (04)
Wine Spectator: 95 pontos (04)
“Melhor do Ano” das Revistas Gula e Prazeres da Mesa.
Por: R$ 391,05
Para muitos, o lançamento do ano – ou da década! Fantástica criação de Nicolás Catena Zapata, o impressionante Malbec Argentino já nasce nada menos que como o melhor vinho do país para Robert Parker, que concedeu inéditos 98 pontos para o tinto, nota só igualada por outro vinho, também de Catena Zapata, o já consagrado Nicolás Catena Zapata. A Wine Spectator lhe concede nada menos do que 95 pontos. Trata-se do máximo em qualidade e sofisticação que a uva Malbec pode alcançar, com incrível finesse, capaz de envelhecer por mais de 40 anos. Uma grande raridade.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliada.
- Características visuais: coloração violácea / púrpura. Intenso. Retinto. Quase negro na cor. Visualmente denso e muito bem estruturado. Límpido, brilhante. Muito bonito no visual.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, fino, elegante, complexo e muito agradável. No primeiro plano explodem doces notas frutadas (frutas vermelhas maduras ou em compotas) como cerejas em caldas, ameixas, amoras negras, pitangas. A madeira aparece de forma deliciosa e muito bem integrada ao conjunto revelando aromas de baunilha, açúcar de confeiteiro e alcaçus. Com a aeração os aromas ganharam maior doçura agregando notas de especiarias doces como anis estrelado. Retrolfato focado nas frutas vermelhas maduras.
- Características gustativas / táteis: boca tão deliciosa quanto o nariz. Taninos finíssimos, sedosos. Acidez corretíssima que deixa, na medida certa, espaço para a agradável percepção dos açúcares residuais. Muito bom corpo. Retrogosto com boa fruta e saborosa madeira. Final macio, delicado e extremamente persistente. “Dá para senti-lo no paladar por minutos após a deglutição”.
VINHOS ESPANHÓIS - ENCONTRO 19-11-2009
Responsáveis pela Organização: Marcelo Magalhães e Sandro Laste
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
CLOS MOGADOR 2006
Clos Mogador é um dos maiores vinhos espanhóis, o tinto lendário que consagrou o Priorato como uma das maiores regiões produtoras da Espanha. Ele sempre merece notas altíssimas de todos os autores e freqüentemente é indicado como o melhor tinto espanhol por diversos guias.
Vinho de incrível concentração, corpo e riqueza, com enorme potencial de envelhecimento. Um grande clássico, obra prima do genial René Barbier. Foi indicado simplesmente como o quarto melhor vinho do mundo pela Wine Spectator em 2003, com 95 pontos. Classificado como sensacional por Robert Parker. Faz parte do livro 100 melhores vinhos do mundo. Sobre um terreno montanhoso e inclinado de relevo caótico, um solo pobre, mas sem carências, se produz um vinho de rendimento muito limitado (22 ha).
Minuciosamente vinificado (prensa de oliveiras – extraindo apenas 50% do mosto) e longamente criado em madeiras nobres – carvalho francês novo; é um vinho de cor intensa e quase negro, com reflexos violáceos. Oferece um aroma de frutas negras, que seguem de notas torrefadas, logo picantes. Amplo e rico, seu sabor recorda os aromas dos fluidos da fruta. Sua persistência é majestosa, enquanto a robustez e estrutura de seus taninos lhe prometem um longa vida. Em uns 10 anos, a liberdade proporcionará uma bela homenagem.
Composição: 35% Grenache, 5% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Cariñena.
Robert Parker: 98 pontos (05)
Guia Peñin: 95 pontos (05)
Valor: U$ 189,50 R$ 399,84
Produtor: Clos Mogador
País: Espanha
Região: Priorato
Safra: 2006
Tipo: Tinto
Volume: 750 ml
Maturação: Maturado 12 meses em barricas de 500 litros de carvalho francês.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 14,5%
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Combinações: Carnes grelhadas e caças.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de excelente qualidade. Longa. Perfeita, sem nenhum orifício ou canaleta lateral. Obviamente feita para vedar garrafas que se destinam a longa guarda, como é o caso deste exemplar.
- Características visuais: coloração violácea, intensa. Retinto (chegando a ficar com os pigmentos aderidos às bordas da taça) quase negro na cor. Visualmente denso e bem estruturado. Visual muito bonito e que anuncia um vinho encorpado e de personalidade.
- Características olfativas: nariz delicioso. Uma verdadeira explosão de frutas vermelhas maduras (ameixas e amoras negras, groselhas). No início da prova notas tostadas de fundo lembravam que este exemplar passou 12 meses em barricas de carvalho francês. Discretos aromas de café e chocolate também marcaram presença. Com a aeração (na própria taça, pois optamos por não decantá-lo) as notas frutadas ganham maior definição e doçura lembrando geléia e cerejas em caldas. A madeira também evoluiu abrindo notas carameladas que incrementaram ainda mais a doçura das notas frutadas. Retrolfato muito aromático e igualmente focando nas frutas vermelhas maduras / geléia.
- Características gustativas / táteis: na boca a primeira impressão mostrou um vinho extremamente elegante de acidez equilibradíssima (sem arestas) que deixa espaço corretíssimo para os açúcares residuais. Os taninos (finíssimos) ainda aparecem bem presentes, mas delicados e deixando uma agradável sensação sedosa no palato. Os 14,5% de álcool apareceram de forma muito bem integrada (tanto no nariz quanto na boca) e especificamente no paladar deram uma agradável sensação de frescor e leveza ao conjunto. Final de boca leve, macio e muito persistente.
2º Vinho Degustado
PINTIA 2004
O fantástico Píntia é o grande tinto elaborado por Vega Sicilia na emergente região do Toro. Logo em sua primeira safra, recebeu nota 95 pontos de Robert Parker na safra de 2004 e muitos elogios de Jancis Robinson, que o indicou como o melhor vinho do Toro que já provou. Foi também indicado pelo respeitado El Mundo como o melhor vinho de Toro. Poderoso e encorpado, mas com classe e elegância, “um punho de aço em luvas de seda”, nas palavras de Steven Spurrier.
O maior, mais prestigiado e mais lendário vinho espanhol. Este é o Vega Sicília Único (Ribera del Duero), vinho que dispensa apresentações (U$ 750,00). De elegância e classe incomparáveis, ele é único também em seu estilo, ao qual vem se mantendo fiel ao longo de décadas. Um dos maiores vinhos do mundo, e o mais emblemático da Espanha.
Vega Sicília também possui algumas das bodegas de maior prestígio na Espanha – Alión e Pintia – além de produzir maravilhosos vinhos na Hungria, em sua bodega Oremus, em Tokaji.
PINTIA (TORO) – um dos melhores e mais disputados vinhos da Espanha. Pintia é nada menos do que o espetacular tinto elaborado por Vega Sicília e logo em sua primeira safra, já mereceu nada menos do que 95 pontos de Robert Parker, que o descreve como “espetacular, com maravilhosos aromas, intensamente concentrado, mas não exagerado, voluptuosamente denso e rico, com ótima acidez e taninos finos e bem integrados. Suntuoso!”
Steven Spurrier, da Decanter, também elogia muito sua “grande concentração, seu toque luxuriantemente rico no palato, com taninos muito firmes – um verdadeiro punho de aço em luvas de seda, um vinho inacreditavelmente bom!” Ele foi eleito o “Melhor Tinto com Madeira” pelo Guia Gourmets 2006.
Robert Parker: 95 pontos (04)
Guía Peñin: 96 pontos (05)
Produtor: Bodegas Pintia
País: Espanha
Região: Toro
Safra: 2004
Tipo: Tinto
Volume: 750 ml
Uva: Tinta de Toro (100%), como é chamada a Tempranillo nesta região da Espanha.
Valor: U$ 126,50 R$ 266,91
Vinhedos: Vinhedos entre 25 e 50 anos de idade. Solos de aluviões e pedroso. Colheita manual com seleção na videira. Rendimento limitado.
Vinificação: Segunda triagem na bodega. Maceração ao frio de 4-6 dias. Fermentação com controle de temperatura. Malolática completa em barrica nova de carvalho.
Maturação: O vinho maturou entre 12 e 15 meses em barrica de carvalho francês 70% e americano 30%.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 15% Vol.
Corpo: Encorpado
Sugestão de Guarda: Mais de 10 ano.
Combinações: Assado, carnes grelhadas e perdiz.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de excelente qualidade. Longa. Perfeita, sem nenhum orifício ou canaleta lateral. Obviamente feita para vedar garrafas que se destinam a longa guarda, como é o caso deste exemplar.
- Características visuais: coloração vermelha púrpura, intenso na cor, retinto e igualmente denso e bem estruturado como o primeiro vinho degustado.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado a intenso (logo no início) e demorou um pouco para abrir (mesmo decantado por quase 1 hora). Boa fruta vermelha aparece no primeiro plano (mirtilo e amoras negras), mas com um caráter mais sério e não tão “alegre” como os tempranillos mais jovens, onde os morangos e as cerejas aparecem com maior definição. Todavia, muito elegante nos aromas. Discreto fundo herbáceo aparece no segundo plano. Com a aeração notas químicas (borracha) e café agregam-se ao conjunto.
- Características gustativas / táteis: a boca mostrou acidez tão equilibrada quanto o primeiro vinho (Clos Mogador). No entanto, os taninos (igualmente finos) mostraram-se mais presentes que àquele e algo adstringentes (deixam a boca bem enxuta). Apesar dos taninos e do bom corpo faltou um pouco mais de personalidade para deixar as sensações gustativas à altura do primeiro vinho. Final leve, macio e muito persistente.
3º Vinho Degustado
MAS VILELLA 2001
Um dos grandes nomes para alta qualidade no Penedès. Jané Ventura é uma tradicional e familiar bodega catalã. Para a Revue du Vin de France, trata-se de uma das 100 vinícolas mais importantes do Mediterrâneo.
Uma de suas grandes especialidades são as Cavas, espumantes deliciosos, limpos e frescos, de boa complexidade. Os tintos de Jané Ventura também têm obtido algumas ótimas avaliações da imprensa internacional, principalmente o poderoso e premiado Jané Ventura Mas Vilella.
Altitude de 250m. Terreno extremamente pobre, com calcário. Envelhecido 13 meses em barricas de carvalho francês. Vinhedos com 15 anos de idade e produção de 3000 a 3500 Kg/ Há.
Aromas de frutas negras, cacau, mentol. Balanceado e sedoso na boca, com um longo retrogosto.
Este vino destaca por su gran personalidad, debida a las características de la finca de donde viene, al trabajo de la viña y la bodega, y al gran potencial de la variedad mayoritaria (Cabernet S.), se caracteriza por su carácter mediterráneo y maduro.
Variedad: 100% Cabernet Sauvignon
Viña: Situada en Mas Vilella, en La Bisbal del Penedès, a 250 metros de altura. Cepas de 17 años de edad. Los rendimientos de viña son muy bajos (3000-3500 kg./hect.). El terreno es extremadamente pobre, muy pedregoso, calcáreo y de textura arenosa. Este vino es un poderoso reflejo de la dureza del terreno. En estas condiciones, el Cabernet Sauvignon se vuelve cálido, complejo y mediterráneo.
La viña está dispuesta en una espaldera de unos dos metros de altura para tener mucha superficie foliar y mejorar la actividad fotosintética de la planta, así como permitir una mejor maduración de la uva, al estar más aireado y soleado.
Elaboración: Se descargó manualmente el tractor para seleccionar mejor y evitando la uva menos madura y las hojas. Maceración de 20 días. La crianza en barrica de roble francés nuevo fue de 13 meses.
Nota de cata: Es un vino que destaca por su complejidad, profundidad y elegancia. Nariz a mermeladas, laurel, hierbas aromáticas, sotobosque, notas ahumadas, cacao, boca muy amplia, amable, denso, equilibrado, sedoso y postusto largo.
Tª servicio: 16-18ºC.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de muito boa qualidade. Longa. Diferentemente das outras duas primeiras rolhas, esta mostrou pequena quantidade orifícios laterais (mas nenhuma canaleta). No entanto, sem grande relevância, uma vez que não se identifica sinais de extravasamentos aparentes.
- Características visuais: estamos a descrever um vinho com seus já 8 anos de guarda. Então, obviamente, o esperado é encontrarmos alguns sinais de evolução no visual. E encontramos. Coloração vermelha ocre no olho, com bordos que transitam entre o tijolo e o telha (quase marrom). Apesar da evolução o visual deixou boa impressão e não deixou a desejar (em comparação aos demais) no que se refere a densidade e estrutura.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado no início (e manteve-se assim ao longo de toda a prova) e muito elegante que já preparava o nariz para o último vinho a ser degustado (que era da safra de 1998 – pura evolução e complexidade). No primeiro plano marcaram presença com maior definição notas balsâmicas (acetato balsâmico), azeitonas pretas, bosque e frutas passificadas (especialmente ameixas e uvas passas). Notas de frutas vermelhas ultra maduras (ameixas) pareceram de fundo, sem muita especificidade ou diversidade. Com a aeração notas resinosas e de couro também agregaram o bouquet.
- Características gustativas / táteis: na boca a acidez não fugiu a regra mostrando muito equilíbrio e deixando pouco espaço para os açúcares residuais. Taninos finos / médios bastante presentes (mais intensos que o Clos Mogador, porém menos que o Pintia) e algo adstringentes. Diferentemente do nariz, o paladar, mostrou-se focado nas frutas. Todavia, ancorado por discretos sinais de evolução. Final leve e persistente.
4º Vinho Degustado
VENDIMIA SELECCIONADA GRAN RESERVA 1998
Elaborado em safras excepcionais, o Vendimia Selecionada Gran Reserva é um grande tinto espanhol. Rico, complexo e aristocrático, mostra muitas camadas de aromas e sabores, com deliciosas notas de carvalho.
Produtor de enorme prestígio, fundado em 1889, é um dos grandes nomes da Espanha. Seus Condes de Valdemar são verdadeiros clássicos, no melhor estilo riojano. O Crianza é delicioso e rico, irresistível frescor, tendo sido eleito recentemente o grande “Best Value” da Rioja pelo jornal The New York Times. Os Reserva e Gran Reserva são vinhos de grande complexidade, entre os maiores de Rioja. O Vendimia Seleccionada Gran Reserva e o Martinez Bujanda Garnacha são vinhos de referência, de minúscula produção e altíssimo nível.
Composição: 85% Tempranillo, 10% Mazuelo, 5% Graciano.
Envelhecido por 25 meses em barricas de carvalho françês e americano.
Apresenta coloração vermelho claro, brilhante e intenso. Aroma de especiarias como baunilha e pimenta. No palato apresenta grande persistência. Combina carne vermelha, grelhados e queijos.
Valor: R$ 318,71 (Valor da Garrafa Magnum)
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 13,5%
Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
Combinações: Carnes e cordeiro.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal (longa e sem defeitos estruturais) de excelente qualidade. E se assim não fosse, com certeza o conteúdo desta garrafa teria se perdido pelo contato com o meio externo, pois a rolha já se encontrava impregnada acima de ¼ do seu tamanho. Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: aqui o tempo mostrou a sua face com claros sinais de evolução. Coloração amarronzada (caramelo), quase um tijolo na cor. Muito bonito visualmente. Não tão intenso quanto os demais companheiros espanhóis, mas não menos estruturado no visual.
- Características olfativas: o nariz não revelou um ataque tão agressivo quanto os demais (principalmente aqueles de safras mais recentes) e a intensidade aromática transitou entre sutil e moderada. No entanto, o que lhe faltou de intensidade e potência aromática, não lhe faltou em elegância, equilíbrio e complexidade. Com aromas que não lhe negam a idade apareceram notas de frutas vermelhas ultramaduras (ameixas), couro, frutas passas (especialmente uvas e ameixas pretas). A madeira apareceu muito bem integrada ao conjunto. Com a aeração (ficou decantando quase duas horas) os aromas lhe deram uma cara de “vinho do Porto” com toques herbáceos (concentrado de ervas – biotônico Fontoura) e notas carameladas.
- Características gustativas / táteis: na boca, sem dúvida alguma, foi o que mostrou melhor equilibro (entre acidez e taninos) de todos os quatro vinhos degustados. Ficou (na minha opinião) apenas atrás do Clos Mogador nos aromas e na delicadeza dos taninos. A acidez (como em todosos outros) apareceu corretíssima. Os taninos (finíssimos) apareceram bem polidos e mais afinados que seus outros três companheiros deixando uma agradável sensação aveludada no palato. Paladar que segue a tendência ditada pelo olfato com notas mais evoluídas lembrando frutas vermelhas muito maduras ou então passificadas. Final de boca macio e muito persistente.
VINHOS FRANCESES – ENCONTRO 08-05-2009
Responsáveis pela Organização: Rodrigo Ardenghi e Daniel Boesio
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
Baron de Rothschild Collection 2006 Réserve Bordeaux Spéciale
Produtor: Mis em bouteille à F-33360 les domains Barons de Rothschild (Lafite)
Origem: Distribution – Negociants a 33300 Bordeaux – France
Cette bouteille porte le nº 35194
Corte: 65% Merlot, 35% Cabernet Sauvignon
Proposta: Bordeaux de incrível relação qualidade/preço, produzido pelos proprietários do lendário Château Lafite Rothschild, um dos mais reverenciados nomes do mundo do vinho. Encorpado e cheio de fruta, com boa complexidade e elegância.
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Combinações: Vários queijos, massas com molho especiariado, carne de cordeiro e carne com molho de vinho tinto.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliado.
- Características visuais: coloração vermelha rubi de intensidade mediana. Límpido, brilhante, visualmente denso, oleoso / cremoso.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, muito frutado (frutas vermelhas maduras), onde marca presença ameixas, cerejas, groselhas, morangos maduros. Retrolfato perfumado com prevalência das mesmas notas frutadas. Com a aeração (depois que já havíamos degustado outros 5 vinhos) na própria taça as notas frutadas deram lugar a aromas caramelados e de calda de açúcar.
- Características gustativas / táteis: na boca (apesar da doçura dos aromas frutados) mostrou-se relativamente seco, deixando pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais. Acidez equilibrada com taninos finos e sedosos. Magro de corpo (principalmente depois de degustarmos os outros exemplares da prova) mostrou discreto amargor e salobridade final. Final de boca leve e de persistência moderada.
2º Vinho Degustado
Gran Vin de Bordeaux Private Margaux Réserve 2005
Produtor: Schroder & Schyler
Origem: Margaux – Bordeaux – França
Corte: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot
Valor médio de Mercado: R$ 208,00
Proposta: Elaborado por Schröder & Schÿler, proprietários do famoso Château Kirwan em Margaux, este marcante tinto mostra grande tipicidade e personalidade, com grande elegância e finesse.
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Combinações: Carnes e cordeiro
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliado.
- Características visuais: coloração vermelha que transita entre o púrpura e o rubi / grená intensa, visualmente mais estruturado que o Baron de Rothschild Collection 2006 Réserve Bordeaux Spéciale e que o Gran Vin de Bordeaux Saint-Émilion Grand Cru Chateau Haut-Badon 2005.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, elegante, onde notas de frutas vermelhas maduras aparecem permeadas por aromas mais complexos, balsâmicos, bosque, funghi, azeitonas pretas e frutas passificadas (ameixas e uvas). Retrolfato moderadamente perfumado e com prevalência das notas frutadas. Com a aeração as frutas se sobressaem do conjunto, juntamente com algumas notas florais (sem muita especificidade) e ganha mais harmonia no nariz.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou-se relativamente seco, deixando pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais. Acidez mediana mostrou-se mais presente que no Baron de Rothschild Collection 2006 Réserve Bordeaux Spéciale e que no Gran Vin de Bordeaux Saint-Émilion Grand Cru Chateau Haut-Badon 2005, mas tendendo igualmente para o equilíbrio. Essa acidez conferiu relativo frescor e leveza ao conjunto de boca. Taninos finos / médios ainda bem presentes, mas prazerosos (aveludados / sedosos). Diferentemente dos dois primeiros vinhos, este não mostrou o característico amargor final e a sensação salobra apareceu de forma sutil no final. Médio / bom corpo. Final de boca leve, macio e persistente.
3º Vinho Degustado
Gran Vin de Bordeaux Saint-Émilion Grand Cru
Chateau Haut-Badon 2005
Produtor: Cassat & Fils, propriétaires a Saint-Émilion
Origem: Girond – França
Corte: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc
Valor médio de Mercado: R$ 155,00
Proposta: Grown on the hill below the famous Chateau Pavie this is the second wine of Chateau Mauvezin. Red berry fruit aromas precede a supple, medium-weight Claret with good, light, cedary flavours and a smooth delicate finish.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliado.
- Características visuais: coloração vermelha rubi de intensidade mediana, muito semelhante ao Baron de Rothschild Collection 2006 Réserve Bordeaux Spéciale. Límpido, brilhante, visualmente denso e melhor estruturado que aquele.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado, porém mais elegante, onde doces notas de frutas vermelhas maduras (em especial ameixas, amoras e cerejas) mesclam-se a notas de bosque, azeitonas pretas e aromas terrosos. Com a aeração (na própria taça) os aromas decaíram um pouco ao longo da prova e perderam além da intensidade a sua elegância.
- Características gustativas / táteis: na boca (apesar da doçura dos aromas frutados) mostrou-se, também, relativamente seco, deixando pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais. Acidez mediana que tende para o equilíbrio com taninos médios ainda bem presente (e algo adstringentes), mas já prazerosos e tendendo para uma textura mais aveludada. Final de boca macio, aveludado com amargor mais pronunciado que o Baron de Rothschild Collection 2006 Réserve Bordeaux Spéciale. Retrogosto com vocações herbáceas e paladar persistente.
4º Vinho Degustado
Gran Cru Classé Château Pontet – Canet 2002
Produtor: Château Pontet-Canet
Origem: Pouillac – Bordeaux – França
Corte: 63% Cabernet Sauvignon, 32% Merlot
Valor médio de Mercado: R$ 370,00
Proposta: An important vineyard in the heart of Mouton-Rothschild, covering 78 hectares, 63% of which are planted with Cabernet-Sauvignon compared to 32% Merlot. The Tesseron family care for the vines and harvest the grapes when fairly ripe. Recent vintages have been of a consistent quality, producing fine wines with a pure expression.
Like love, this wine, which shows a certain amount of modesty at the initial tasting, reveals an incredible intensity in private and after a few years. This great wine, which is very concentrated and releases aromas that evoke blackcurrant, is to be enjoyed today and in the future.
Parker 88
Wine Spectator 92
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliado.
- Características visuais: coloração vermelha púrpura, intensa no olho, muito parecida com o Gran Cru Classé Chateau Branaire – Ducru 2004.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, muito elegante, extremamente fresco (como o Ancien Domaine des Hospitaliers Hospitalet de Gazin 2000) e muito equilibrado, com frutas vermelhas maduras que lembram cerejas e framboesas. No fundo, de forma mais discreta, aparecem também notas de bosque (fungos) e aromas herbáceos (sem muita especificidade). Retrolfato focado nas notas frutadas.
- Características gustativas / táteis: na boca marca o equilíbrio entre açúcares, acidez e taninos. Estes últimos aparecem finos e sedosos. Médio e elegante no corpo. Amargor e salobridade não se manifestam neste vinho. Final de boca macio e persistente. Paladar focado nas notas frutadas (assim como o retrolfato).
5º Vinho Degustado
Gran Cru Classé Chateau Branaire – Ducru 2004
Produtor: Chateau Branaire
Origem: Saint Julien – Médoc – Bordeaux – França
Corte: 70% Cabernet Sauvignon, 22% Merlot, 5% Cabernet Franc, 3% Petit Verdot
Valor médio de Mercado: R$ 393,00
Proposta: Spread out over 50 hectaires of quaternary vines from the former Château Beychevelle vineyard, Château Branaire is one of the lesser known jewels of Médoc. The originality of this top quality wine makes it stand out from that of its famous neighbour.
Parker 95
Wine Spectator 93
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliado.
- Características visuais: coloração vermelha púrpura, intensa, discretamente opaca (mas sem resíduos aparentes). Coloração menos intensa que o Ancien Domaine des Hospitaliers Hospitalet de Gazin 2000, mas igualmente fechada e densa.
- Características olfativas: nariz de ataque moderado a intenso, elegante, agradável e com muito equilíbrio entre fruta e madeira. As doces notas frutadas lembram ameixas maduras e cerejas em caldas e a madeira confere notas de especiarias doces como canela e cravos. Retrolfato muito aromático com tendências frutais.
- Características gustativas / táteis: na boca, diferentemente dos 4 primeiros vinhos, mostrou boa e equilibrada percepção dos açúcares residuais. Acidez aparece de forma mediana, mas tende para o equilíbrio (como todos os vinhos degustados nesta noite) e os taninos (finos) ainda marcam boa presença, mas não com tanta elegância quanto o Ancien Domaine des Hospitaliers Hospitalet de Gazin 2000. Final de boca macio e muito persistente.
6º Vinho Degustado
Ancien Domaine des Hospitaliers Hospitalet de Gazin 2000
Produtor: SCEA Chateau Gazin
Origem: Pomerol – Bordeaux – França
Corte: 90% Merlot, 7% Cabernet Sauvignon, 3% Cabernet Franc
Valor médio de Mercado: R$ 242,00
Proposta: Ideally located just behind Pétrus (which recovered several hectares of its vineyards around thirty years ago), the vast ancient Château Gazin (26 hectares of a single tenant) produces one of the most highly regarded pomerol on a clay-sand soil.
- Análise sensorial
- Características da rolha: não avaliado.
- Características visuais: coloração amarronzada / café intensa no olho e com tonalidades que tendem para o telha nos bordos. Límpido, brilhante. Visualmente denso, encorpado e bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, elegante, extremamente fresco e complexo, onde notas herbáceas aparecem no primeiro plano lembrando ervas frescas como: alecrim, sálvia e folhas verdes maceradas. Aromas de uréia, resina, verniz e biotônico também marcam presença no segundo plano. Retrolfato muito perfumado com prevalência das notas herbáceas.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou-se seco, sério e austero, deixando pouco espaço para a percepção dos açúcares residuais. Acidez mediana que tende para o equilíbrio e confere bom frescor e leveza ao conjunto. Taninos finos e sedosos ainda bem presentes. Diferentemente dos três primeiros vinhos (Baron de Rothschild Collection 2006 Réserve Bordeaux Spéciale, Gran Vin de Bordeaux Saint-Émilion Grand Cru Chateau Haut-Badon 2005 e Gran Vin de Bordeaux Private Margaux Réserve 2005), onde o amargor final e a sensação salobra desequilibraram a agradabilidade geral, aqui estas mesmas características conferiram elegância ao conjunto. Final de boca leve, de paladar focado nas notas herbáceas e de persistência interminável.
VINHOS PORTUGUESES – ENCONTRO 27-03-2009
Responsáveis pela Organização: Walter Emílio Dias e Luciano Ourique
VINHOS DA NOITE
1º Vinho Degustado
Herdade do Esporão Brut 2004
Este vinho Espumante foi produzido através do Método Clássico, tradicional ou Champonoise.
Características Organolépticas
- Visual: Aspecto límpido com perlage de bolhas e cordão médios.
- Olfativo: Nariz de aromas finos que revelam notas minerais. Complexo com aromas de bolacha (biscoitos) e avelãs.
- Gustativo: Na boca mostrou-se equilibrado, seco e fresco. Paladar frutado, rico e bem estruturado.
- Degustação: 7º – 10ºC
- Acompanhamentos: Entradas tipo fois-gras e peixe fumado, frutos secos.
O MÉTODO
- Geologia do Solo: Natureza granítica/xistosa, Estrutura Franco-Argilosa
- Encepamento: Verdelho / Antão Vaz
- Método de Cultivo: Proteção integrada
- Idade Média das Vinhas: 10 anos
- Produção Média: 50 hl/ha
- Processo de Vinificação: Fermentação com temperaturas controladas em cubas de inox (15 a 18 ºC), fermentação em garrafa durante 2 meses seguidos de 1 ano de envelhecimento sobre as suas borras, até ser efetuado o “degórgement”.
- Controle Analítico
- Álcool 13%
- Acidez Total 7,48 gr/l
- Acidez Volátil 0,33 gr/l
- pH 3,26
- Extracto Seco 20,2 gr/l
Propriedades das castas
Nome: Verdelho
Tipo da casta: Branca
Descrição: A casta Verdelho ficou famosa por ser uma das castas utilizadas na produção do vinho generoso da Madeira. Depois da época da filoxera, o seu cultivo decresceu na ilha, no entanto ainda hoje continua a ser utilizada na produção de vinhos de mesa e generosos. A casta Verdelho é também cultivada nos Açores e na região do Douro, onde é conhecida como Gouveio. Ultimamente, a casta Verdelho tem sido utilizada na produção de vinhos Australianos Os vinhos produzidos com Verdelho são bastante aromáticos, equilibrados. Os vinhos da Madeira elaborados a partir da casta Verdelho são meio secos e de aromas delicados. A casta Verdelho apresenta cachos pequenos e compactos compostos por bagos pequenos de cor verde amarelada.
Propriedades da casta
Nome: Antão Vaz
Tipo da casta: Branca
Descrição: A casta Antão Vaz é umas das castas mais importantes da zona do Alentejo. Oriunda da Vidigueira, no sul alentejano, é bastante resistente à seca e às doenças. Apresenta cachos de tamanho médio com bagos pequenos e uniformes que são de cor verde amarelada e que no fim da maturação passam a ser de cor amarela. Os vinhos produzidos por esta casta são bastante aromáticos (predominam os aromas a frutos tropicais) e têm, geralmente, cor citrina.
- Análise sensorial
- Características da Rolha: cortiça aglomerada (simples) tipo corona sem as duas lâminas de cortiça normal que geralmente encontramos na maioria dos espumantes, principalmente aqueles elaborados pelo método tradicional.
- Características Visuais: linda coloração amarela palha com nuances douradas claras. Espuma de pouca expressão (sem formação de coroa na taça), mas de perlage de bolhas bem fininhas e delicadas. Média abundância (de bolhas), mas persistentes.
- Características Olfativas: nariz de ataque moderado, delicado, fino, muito agradável que revela boa complexidade aromática. Aparecem notas de frutas tropicais (abacaxis maduros e em caldas) e nuances mais evoluídas que lembram nozes, caramelo, baunilha e mel (estes últimos mais presentes no retrolfato).
- Características Gustativas / Táteis: na boca é uma delícia. Percebe-se uma agulha fina e delicada. Acidez refrescante que tende para o equilíbrio. Palato cremoso. Final de boca leve, macio e persistente. Na boca deixou um pouco a desejar pela falta de um mousse de espuma mais expressivo.
2º Vinho Degustado
Esporão Private Selection 2006
Obs: o vinho que degustamos foi Safra 2007. No entanto colocamos a descrição da safra 2006 para servir de ponto de referência para comparações entre safras das características organolépticas da bebida.
Produtor: Herdade do Esporão
Origem: Alentejo – Portugal
Importador: Qualimpor
Valor médio de mercado: R$ 95
Análise sensorial feita por Marcelo Copello da Revista Adega:
- Cor: Amarela palha com reflexos dourados.
- Nariz: a madeira aparece muito bem, muito fino, frutas maduras, flores, mineral muito elegante, complexo.
- Boca: na boca mostrou-se um vinho bem encorpado (para um branco), macio e equilibrado.
Esporão Private Selection 2007
- Produtor: Herdade do Esporão
- Origem: Alentejo – Portugal
- Importador: Qualimpor
- Valor médio de mercado: R$ 102,00
Produzido na Herdade do Esporão a partir de uma cuidadosa seleção das castas nobres do Alentejo (85% Semillon / 15% Marsanne e Roussanne), fermentou em barricas de carvalho francês novo, ficando durante 6 meses “sur lie” (contato direto com as borras) e com “batonnage”. Após este processo resultou um vinho elegante onde impera a riqueza, o volume, a textura e a complexidade.
”Há um sítio onde a alma descobre memórias” foi a imagem escolhida para o rótulo desta colheita. Foi captada no Alentejo, pela lente do fotógrafo José Manuel Rodrigues.
Características Organolépticas:
Visual: Aspecto cristalino, cor de palha. Amarela palha dourado de média intensidade, límpido e brilhante com lágrimas de média espessura e bem lentas.
Olfativo: Aroma frutado com notas sutis de madeira de carvalho, fruta exótica, pêssego e baunilha. Média intensidade aromática com abacaxi em compota, notas minerais, de baunilha e tostadas com mel e brioches.
Gustativo: Vinho complexo e encorpado, cheio, cremoso, com bom equilíbrio e persistência na boca. Encorpado, com boa acidez e longo com as notas de madeiras. Revelou grande estrutura e equilíbrio compatível com o merecido destaque.
Degustação: 10-12ºC
Acompanhamentos: Ideal com peixe gordo grelhado ou no forno e com bacalhau.
Quantidade Produzida: 17.180 Litros
O MÉTODO
- Geologia do Solo: Natureza granítica/xistosa, Estrutura Franco-Argilosa
- Encepamento: 85% Semillon / 15% Marsanne e Roussanne
- Idade Média das Vinhas: 10 anos
- Produção Média: 40 hl/ha
- Processo de Vinificação: Prensagem de cachos inteiros após 24horas de refrigeração em câmara frigorífica, decantação de mostos, fermentação com temperatura controlada em barricas novas de carvalho françês, estágio durante seis meses “sur lie” com “batonnage”, centrifugação e filtração .
- Controle Analítico:
- Álcool 14,5%
- Acidez Total 7,2 gr/l
- Acidez Volátil 0,40 gr/l
- pH 3,3
- Extracto Seco 23,0 gr/l
Propriedades da casta
Nome: SEMILLÓN
Tipo da casta: Branca
Descrição: Variedade originária da região de Bordeaux, na França, esta uva branca teve problemas de ajuste de produtividade no início, quando sofria muito podridão. Atualmente está estabilizada e permite produzir um vinho de excelente qualidade (alguns o preferem ao Riesling), nervoso pela sua acentuada acidez, aromas intensos, algo acetonados, e sabor marcante. Ideal para ser consumido ainda jovem, porém com o envelhecimento, evolui muito bem e passa a ter aroma tostado, de limão e mel, e pode ser guardado por muito tempo. É o segundo varietal em importância comercial entre os brancos nacionais. Esta variedade é a base da elaboração do famoso Sauternes francês.
Nome: MARSANNE
Tipo da casta: Branca
Descrição: Seu sabor enche a boca. Possui uma acidez relativamente baixa e uma extrema afinidade com o carvalho. Seus aromas combinam notas florais como jasmin, avelãs e ervas, mas seu caráter é marcante em relação ao corpo e a riqueza dos vinhos que origina.
Propriedades da casta
Nome: ROUSSANNE
Tipo da casta: Branca
Descrição: A uva branca Roussanne possui casca cor de ferrugem, que lhe atribui esse nome (fr. roux = ferrugem). Os vinhos, em função da acidez acentuada, são apropriados para a armazenagem e para o corte com o Chardonnay, Marsanne e Rolle. Seu aroma característico é de ervas. É exigente quanto ao cultivo, sendo encontrado na França, Itália e espanha. Tem potencial quando serve de uva única para a produção de vinhos. Essa uva faz parte do Châteauneuf-du-Pape branco.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de excelente qualidade. Nenhuma canaleta ou orifícios laterais. Longa (49mm de comprimento e 19mm de largura). Sem defeitos aromáticos.
- Características Visuais: coloração amarela dourada clara, límpida, brilhante. Visualmente denso / cremoso (ao agitar a taça). Muito bem estruturado com formação de lágrimas finas e delicadas. Uma verdadeira jóia no visual.
- Características Olfativas: nariz DELICIOSO de ataque aromático intenso, muito elegante e delicado, onde as notas de madeira marcam boa presença revelando doces aromas de caramelos, avelãs e café. Frutas cítricas (limão siciliano), frutas cristalizadas e mel aparecem de forma mais definida no retrolfato.
- Características Gustativas / Táteis: a boca é uma explosão de delicadeza. Quase dá para mastigá-lo. Palato cremoso, untuoso e denso que deixa uma sensação acetinada na boca. Boa e equilibrada presença de açúcares residuais (que o deixam quase meio-seco). A acidez aparece equilibradíssima. Final de boca muito macio e muito persistente.
3º Vinho Degustado
Lokal Sílex 2004
Filipa Pato, todo mundo sabe, é filha do renomado produtor de vinhos da Bairrada Luís Pato. Mas a jovem enóloga tem identidade própria, em nada seus vinhos se assemelham aos do pai. No entanto, no talento, não há como negar que filha de Pato, Filipa é!!
Após graduar-se em Química na Universidade de Coimbra em 1999, decidiu expandir seus horizontes e viajou o mundo.
Primeiramente, participou das colheitas no Château Centenac Brown em Bordeaux e seguiu essa experiência por mais um ano, trabalhando na Finca Flichman na Argentina. Logo depois estava na Austrália onde trabalhou no estado de Leeuwin no Margaret River. “Foi interessante ver como o novo mundo está mesclando as duas formas de trabalho, a latina e a anglo-saxonica”, diz ela. De volta a Portugal em 2001, Filipa decidiu produzir vinhos na região de Beiras. Primeiramente, comprou cepas de diferentes vinhedos, algumas delas muito antigas e obteve diferentes resultados através das diversidades de solos e variedade das uvas que foi procurar.
Levou algum tempo para que ela ganhasse a confiança dos donos dos vinhedos, mas Filipa pagava a eles bem mais que o usual pelas suas uvas, e gradativamente eles aceitaram a sua intervenção na condução dos vinhedos, seja na diminuição da área cultivada como na forma de administrá-las.
Devido à sua tradição familiar e sua influência no mundo do vinho, conseguiu algumas facilidades dos produtores para dar suporte a sua nova visão, e se o sensacional “2003 Filipa Pato Bairrada” – o qual combina amadurecimento, densidade e elegância – é algo de passagem, pode-se ter expectativas de ver alguns interessantes vinhos dela no futuro.
Segundo ela, na Bairrada, são feitos vinhos brancos com ótima acidez e tintos com taninos que precisam ser “domados” com uma vinificação cuidadosa.
No Dão isso é diferente. As serras protegem os vinhedos dos ventos e as safras são opostas no Dão e na Bairrada. Quando é muito boa numa região não é na outra.
Segunda ela, o diferencial é a quantidade de chuva. Na Bairrada predominam solos argilo-calcáreos. Quando chove muito, a terra retém a água e encharca as raízes. Já o Dão tem solo arenoso, com boa drenagem, que absorve logo a água.
Luís Pato levou adiante um grande trabalho de divulgação e modernização da imagem da Bairrada, dentro e fora de Portugal, com uma consistente qualidade. A sua filha Filipa, entretanto, vai fazendo os seus Ensaios com originalidade, coerência, uma imagem moderna e de extremo bom gosto e com um forte sentido de responsabilidade pelo nome que representa.
- Tipo de Vinho: Tinto
- Região Produtora: Beiras
- Uva: Touriga Nacional (80%), Alfrocheiro Preto (20%)
- Graduação Alcoólica: 14%
- Viticultura / Vinificação: Região de produção: Vinha na região de Vila Nova de Tazem.
- Vinhedo: exposição sul e solo granítico.
- Vinificação: colheita manual. Fermentação com temperatura controlada abaixo dos 28ºC em lagar de inox com extração suave dos taninos com pisa manual.
- Afinamento: 12 meses em pipas de 650 ltrs.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal, aparentemente de boa qualidade (nenhuma canaleta e poucos orifícios). Curta (se comparada às rolhas dos outros vinhos degustados nesta noite) 45mm de comprimento e 18mm de largura. Sem defeitos visuais e/ou aromáticos.
- Características visuais: coloração vermelha púrpura, muito intensa (opaca). Límpido, mas pouco brilhante. “Um visual mais bruto”. Denso e bem estruturado.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, onde os 14% de álcool se sobressaem um pouco em relação aos demais aromas. No segundo plano aparecem notas herbáceas (engaço), químicas (têmpera), nuances frutadas (ameixas, amoras negras, famboesas), couro novo e tabaco.
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou-se um vinho de presença e que pede um prato (à base de carne bem gorda) para acompanhá-lo. Os taninos (entre finos e médios) ainda aparecem bastante e junto com a acidez mediana, limpam bem o palato e deixa a boca bem enxuta. Muito bom corpo (até mesmo um pouco pesado). Final de boca macio e muito persistente.
4º Vinho Degustado
CARM
Casa Agrícola Roboredo Madeira
CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, Lda é uma empresa estritamente familiar, tendo a família que lhe deu origem a sua atividade documentada desde meados do séc. XVII.
A atividade agrícola esteve desde sempre centrada, na região em que o rio Douro inicia o seu trajeto exclusivamente no território Português, onde também tem início a mais antiga região demarcada do mundo – A Região Demarcada do Douro e do Vinho do Porto.
O nosso objetivo sempre foi o de produzir azeites e vinhos de alta qualidade, unicamente a partir de azeitonas e uvas das nossas quintas, cerca de 220 ha de olival e 62 ha de vinha situadas em redor da vila de Almendra, na mais nobre zona do Douro Superior englobada na Reserva Arqueológica do Vale do Côa.
A lavoura das nossas quintas é, na sua quase totalidade, feita sob modo de produção biológico segundo o regulamento comunitário n.º 2092/91
As características dos solos, muito pobres e de origem xistosa, com elevados declives, conjugados com a rudeza do clima, caracterizado por elevadas amplitudes térmicas e uma reduzida pluviosidade (cerca de 400 mm por ano), condicionaram, ao longo dos séculos, as culturas tradicionais desta região.
Já no séc. VIII, os registros históricos apontam as culturas da vinha, do olival e do amendoal como as únicas naturalmente adaptadas às características muito agrestes da região.
CARM GRANDE ESCOLHA 2003
Denominação de Origem Controlada (DOC) DOURO
Composição Varietal: Touriga Nacional – 75%, Touriga Franca e Tinta Roriz
Localização da Vinha: Almendra – Sub Região: Douro Superior
NOTAS TÉCNICAS:
- Primeira Colheita Disponível: 1999
- Primeira Produção das Vinhas: 1966
- Altitude: 125 – 400 metros
- Produtividade por Hectare: 3,5 ton em média
- Sistema de Condução: Cordão “Royat” e “Guyot” bilateral
- Densidade de Plantação: 3.300 – 3.700 pés / hectare
- Tipo de Plantação: Vinha ao alto e patamares de duplo bardo
- Métodos Culturais: Viticultura mecanizada, apenas enxofre em pó e calda bordaleza são usados como fungicidas.
- Clima e Solo: Quente e seco, xisto argiloso.
- Data Média de Vindima: Desde a 2ª semana de Setembro até à 2ª semana de Outubro
- Colheita: 100% manual, para caixas de 25 kg que são conduzidas para a adega em camião frigorífico
- Vinificação: Desengace e esmagamento; maceração pelo frio durante 48 horas; fermentação alcoólica durante um mínimo de 15 dias com maceração pós fermentativa seguida de fermentação malolactica que decorre a temperatura controlada a 18ºC durante cerca de 20 dias
- Temperatura de Fermentação: 24 – 28ºC
- Equipamento de Fermentação: Ânforas inox de 150 hl equipadas com sistema de imersão mecânica da manta
- Estágio: Barricas novas de carvalho Francês grão extra fino por um período de cerca de 12 meses
- Filtração: Ligeira, pré-filtro de polipropileno e elemento filtrante de lentilhas.
- Período de Engarrafamento: Abril de 2005
- Teor Alcoólico (%V/V): 14,55
- Acidez Total (g/L Ác. Tartárico): 5,85
- pH: 3,58
- Acidez Volátil (g/L Ác. Acético): 0,460
- Potencial de Envelhecimento: Consumir de preferência até 2014
- Período Ideal de Consumo: Desde já até 2010
NOTAS DE PROVA:
- Cor: Vermelho opaco
- Aroma: Intenso, concentrado e complexo, frutos de bosque, notas florais em equilíbrio com notas do estágio em barricas.
- Paladar: Estruturado, com taninos de qualidade, final elegante e longo.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal de excelente qualidade. Longa (50mm de comprimento e 18mm de largura) foi feita para vedar garrafas por longa data. Contava com 1/3 impregnada de vinho (mas sem sinais de extravasamentos). Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: para um vinho com quase 10 anos de idade mostrou poucos sinais de evolução. A coloração predominante ainda é o rubi (quase púrpura) no olho, muito intenso e com discretas nuances que tendem para o telha nos bordos. Visualmente denso e bem estruturado.
- Características olfativas: foi o melhor vinho (dos três tintos degustados) no que se refere aos aromas. Ataque aromático intenso e bem equilibrado que revela boa carga de frutas e elegantes notas de evolução. Apareceram com maior definição doces aromas de cerejas e ameixas em caldas, amoras negras ultra maduras, morangos maduros, cassis e geléia de mirtilo (quase um tutti frutti). Notas mais evoluídas que lembravam uvas passas, fumo em corda e especiarias doces (anis estrelado) também marcaram presença. Retrolfato muito perfumado focado nas frutas vermelhas maduras.
- Características Gustativas / Táteis: a boca não mostrou o mesmo ritmo ditado pelos aromas, mas revelou sensações deliciosas. Os taninos finos e sedosos apareceram bem equilibrados com a acidez que ainda revela agradável frescor. Os açúcares residuais aparecem de forma correta e bem sintonizados com o conjunto. Final de boca leve, macio e persistente.
5º Vinho Degustado
Chryseia 2005
O Chryseia 2005 foi elaborado a partir de uma seleção de uvas provenientes da Quinta da Vila Velha, Quinta do Bomfim e Quinta da Perdiz. Dos 200,000 kgs. de uvas vinificadas, e devido a uma triagem muito rigorosa, apenas 25,000 litros foram encaminhados para Chryseia. Esta quantidade corresponde a 30,500 garrafas, que é a escolha de Chryseia mais pequena de sempre. O segundo vinho, Post Scriptum de Chryseia, representa 34,000 garrafas.
2005 foi um ano extraordinariamente seco. A um Outono de 2004 seco, seguiu-se um Inverno pouco chuvoso e um Verão muito quente e muito seco. Os solos xistosos do Douro mostraram mais uma vez a sua excepcional capacidade para fornecer a água suficiente às vinhas durante um período de ausência de precipitação. Este fenómeno ilustra o conhecido ditado português “há chuva que seca e sol que rega”. O calor e a seca originaram um desenvolvimento precoce das vinhas. A Touriga Nacional da Quinta da Vila Velha foi vindimada bastante cedo, a 6 de Setembro. A chuva a 7 de Setembro, foi particularmente bem acolhida, permitindo atingir a maturação perfeita, e a restante vindima foi feita em condições ideais de 12 de Setembro a 1 de Outubro.
As condições climáticas especiais fizerem-nos privilegiar a Touriga Nacional que representa 70% do blend final e o restante é composto por Touriga Franca e um pouco de Tinta Roriz.
NOTA DE PROVA: Coloração intensa que denota um vinho muito jovem. Nariz delicado com notas florais e toques sutis de baunilha e cereja. Na boca o ataque é muito fresco (característica marcante nos vinhos do Douro) e extremamente bem integrado aos taninos. Um final de boca macio e suave com um frutado intenso na percepção retro-nasal. Um vinho completo, muito harmonioso, de uma grande elegância.
- Análise
- Álcool: 13 % vol
- Acidez volátil: 0,37 g/l ácido acético
- Acidez total: 3,2 g/l ácido tartárico
- pH: 3,63
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal, perfeita. Uma rolha de primeira linha, sem defeitos visuais e/ou aromáticos. Longa (49mm de comprimento e 20mm de largura).
- Características visuais: linda coloração violácea. Retinto, Quase negro na cor. Visualmente denso e muito bem estruturado com lágrimas finas e delicadas.
- Características olfativas: nariz de ataque aromático intenso com um equilíbrio perfeito entre madeira e fruta. Doces notas frutadas (frutas vermelhas maduras como cerejas e amoras negras) aparecem com maior definição. Geléia de uvas, ervas secas, deliciosa baunilha e açúcar de confeiteiro aparem mais no retrolfato (que é igualmente muito perfumado).
- Características gustativas / táteis: na boca mostrou congruência com o equilíbrio percebido na via nasal. Acidez corretíssima, muito bem sintonizada com os açúcares residuais, taninos finíssimos, palato sedoso. Final de boca leve (apesar do bom corpo que possui), macio e muito persistente.
6º Vinho Degustado
Porto Krohn Vintage 2003
Produtor: Wiese & Krohn, Sucrs., Lda
Graduação alcoólica: 20,5%
Contra-rótulo: produzido num ano em que as condições naturais foram especialmente favoráveis, este Porto foi, pela sua qualidade excepcional, oficialmente classificado como vintage. Para manter intactas as suas características originais, não foi sujeito à qualquer tipo de tratamento. Por isso pode haver depósitos de resíduos no fundo da garrafa e requer ser devidamente decantado antes do consumo.
Wiese & Krohn
A vinícola foi fundada em 1865 por dois jovens noruegueses que conheciam profundamente o vinho do Porto. No início exportavam para a Escandinávia e Alemanha mas, em pouco tempo, conseguiram muitos outros países com seus vinhos de alta qualidade. Desde 1933 a vinícola está aos cuidados da Família Falcão Carneiro e é uma das poucas que ainda estão sob o comando de Portugueses.
Os Porto Vintage, LBV e Colheita são produzidos com uvas da Quinta do Retiro Novo que está localizada em uma das mais nobres partes da Região Demarcada do Douro, o Vale do Rio Torto. Esta propriedade pertence ao restrito grupo das propriedades “Classe A” da região.
- Análise sensorial
- Características da rolha: cortiça normal, com algumas canaletas e orifícios laterais. No entanto sem sinais de extravasamentos. Relativamente longa (45mm de comprimento por 18mm de largura). Sem defeitos aromáticos.
- Características visuais: vermelho rubi na cor. Intenso, opaco, retinto. Visualmente denso e muito bem estruturado. Brilhante. Numerosas lágrimas finíssimas e delicadas.
- Características olfativas: nariz de ataque intenso, onde, é claro, o álcool (com seus 20,5%) não poderia se fazer ausente. Além das notas pungentes de álcool percebe boa carga de frutas vermelhas maduras como cerejas, amoras negras e licor de Ginja (uma frutinha semelhante a cereja, originária de Portugal que dá origem a um licor doce e frutados muito conhecido naquele país). No retrolfato, ervas secas e nozes (ou amêndoas) aparecem com maior definição (misturadas obviamente aos aromas frutados).
- Características gustativas / táteis: na boca (por incrível que pareça para um vinho do Porto) não é a doçura que se sobressai, mas sim a acidez que mediana equilibra bem o conjunto e amortece um pouco o impacto das sensações alcoólicas na boca. Os taninos aparecem bastante (visto ainda ser um vinho relativamente jovem), mas já bastante domados. Finos e delicados, deixam uma agradável sensação aveludada no palato. Final de boca delicioso. Macio. Muitíssimo persistente.





























































VINHOS DEGUSTADOS 2008
VINHOS DEGUSTADOS 2010
VINHOS DEGUSTADOS 2011